Saúde • 09:43h • 06 de janeiro de 2026
Por que algumas mulheres não perdem medidas, lipedema e linfedema explicam
Condições distintas afetam milhões de mulheres, interferem nos resultados estéticos e ampliam a busca por tratamentos focados em desinflamação, drenagem e equilíbrio do tecido
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação
A dificuldade para perder medidas corporais, mesmo com tratamentos estéticos regulares, nem sempre está ligada à técnica utilizada ou à falta de disciplina da paciente. Em muitos casos, o problema tem origem em condições de saúde pouco conhecidas do público em geral, como o lipedema e o linfedema. São distúrbios diferentes entre si, mas que afetam a circulação, provocam dor, alteram o metabolismo local e impactam diretamente os resultados estéticos.
A confusão entre as duas condições ainda é comum e pode atrasar o diagnóstico correto. Quando isso acontece, protocolos inadequados são aplicados e a paciente acaba frustrada por não alcançar o efeito esperado.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, cerca de 11% das mulheres brasileiras podem apresentar lipedema. Já o linfedema atinge aproximadamente 250 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.
Entenda a diferença entre lipedema e linfedema
Apesar de afetarem regiões semelhantes do corpo, como pernas e braços, lipedema e linfedema não são a mesma coisa.
O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura, geralmente de forma simétrica, principalmente em coxas, quadris e braços. Essa gordura costuma ser dolorosa ao toque, resistente a dietas e exercícios e pode vir acompanhada de sensação de peso, inchaço e sensibilidade aumentada. Fatores genéticos e hormonais estão fortemente associados à condição.
Já o linfedema está relacionado a falhas no sistema linfático, responsável por drenar líquidos do organismo. Nesse caso, o inchaço é causado principalmente pelo acúmulo de líquido, pode ser assimétrico e tende a piorar ao longo do dia. A pele pode ficar mais endurecida com o tempo, se não houver controle adequado.
Por que tratamentos comuns nem sempre funcionam
Segundo a farmacêutica bioquímica e especialista em cosmetologia Dra. Fernanda Sanches, CEO da Cosmobeauty, muitos protocolos estéticos falham porque não consideram a inflamação e o edema presentes nessas condições.
“Quando há inflamação no tecido ou dificuldade de drenagem, técnicas focadas apenas em modelagem corporal não entregam bons resultados. Antes de pensar em reduzir medidas, é preciso cuidar do tecido, diminuir a inflamação e melhorar a circulação”, explica.
É por isso que pacientes com lipedema ou linfedema frequentemente relatam que fazem “de tudo” e ainda assim não veem mudanças significativas no corpo.
Protocolos mais adequados e individualizados
Nos dois casos, a drenagem linfática manual costuma ser um dos primeiros passos do tratamento, pois ajuda a reduzir o desconforto, o inchaço e a sensação de peso. A partir daí, o plano deve ser ajustado conforme a condição identificada.
No lipedema, algumas tecnologias podem auxiliar no controle da gordura resistente, sempre com avaliação criteriosa. No linfedema, o foco permanece na melhora da circulação linfática e no controle do acúmulo de líquidos, evitando estímulos que agravem o edema.
O papel dos dermocosméticos no tratamento
O uso de produtos adequados também faz diferença. Segundo a especialista, dermocosméticos com ação desinflamatória, desinfiltrante e reguladora do tecido ajudam a potencializar os resultados quando integrados a um protocolo correto e personalizado.
Nesse contexto, soluções desenvolvidas especificamente para atuar na inflamação, na drenagem e no equilíbrio metabólico do tecido ganham espaço, como o Body Redux HD Shape LipoSlim, da Cosmobeauty, indicado como coadjuvante em protocolos voltados a quadros de lipedema e linfedema.
Impacto além da estética
Além das alterações físicas, essas condições afetam o bem-estar emocional. Muitas mulheres convivem com dor, desconforto e frustração por terem seus sintomas confundidos com sobrepeso ou falta de cuidado pessoal.
“O diagnóstico adequado muda completamente a relação da paciente com o tratamento. Quando ela entende o que está acontecendo no próprio corpo, as expectativas ficam mais realistas e os resultados aparecem com mais consistência”, afirma Fernanda.
Com o avanço do conhecimento e a ampliação de protocolos específicos, cresce a tendência de abordagens mais técnicas, humanizadas e eficazes. Para as pacientes, reconhecer sinais precoces e buscar profissionais capacitados é o primeiro passo para recuperar o conforto, a autoestima e a qualidade de vida.
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