Responsabilidade Social • 15:01h • 29 de novembro de 2025
65% dos jovens querem agir pelo clima, mas 21% não sabem por onde começar, aponta estudo
Levantamento do British Council revela alto potencial de engajamento e destaca a urgência de criar caminhos acessíveis após a COP30
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sherlock Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Um levantamento do British Council, apresentado durante a COP30 em Belém, mostra um cenário decisivo para o futuro da ação climática no país. O estudo Next Generation Brasil, que ouviu mais de três mil jovens entre 16 e 35 anos, revela que 65% deles estão dispostos a atuar diretamente no enfrentamento das mudanças climáticas. No entanto, entre aqueles que ainda não participam de iniciativas ambientais, 21% afirmam que não sabem por onde começar — um indicativo claro de que falta informação, orientação e acesso a oportunidades.
A análise desses dados tem guiado o foco do British Council após o encerramento da conferência. Segundo Tom Birtwistle, diretor da instituição no Brasil, o estudo evidencia que o problema não é desinteresse, mas distância entre o desejo de agir e os caminhos disponíveis. A organização reforça que a estratégia daqui em diante será transformar essa disposição em engajamento concreto, por meio de ações que integrem educação, cultura e desenvolvimento de habilidades.
As conclusões ganharam visibilidade em um encontro realizado em Belém com jovens líderes brasileiros, Sua Alteza Real Príncipe William e o Primeiro-Ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, mediado pelo British Council. O diálogo reforçou o papel estratégico da juventude na construção das respostas à crise climática e destacou que sua atuação deve ser vista como parceria essencial, não como participação simbólica.
O relatório Next Generation Brasil também aponta caminhos. Para os jovens, projetos que unem inclusão, inovação e capacitação prática são os mais relevantes — pilares que formam a base dos programas globais do British Council, apresentados durante a COP30. Entre as iniciativas destacadas estão:
- Global Youth Climate Connection Network: rede internacional que conecta e forma jovens líderes climáticos, promovendo competências e diálogo entre países.
- Schools Across the Ocean: programa que une escolas brasileiras e britânicas para explorar, via ciência e educação, a relação entre oceano, clima e sustentabilidade.
- Climate Skills: iniciativa que capacita jovens em habilidades verdes e digitais, colocando-os como protagonistas na construção de comunidades mais sustentáveis.
Para Monomita Nag-Chowdhury, líder do programa The Climate Connection, a conferência reforçou o potencial transformador da união entre arte, ciência e juventude. A instituição encerra a participação em Belém com compromissos ampliados e ações que serão fortalecidas no pós-COP, dentro do Ano Cultural Brasil/Reino Unido 2025-26.
O British Council destaca que o legado agora depende de transformar ambição em ação. E isso começa por criar mais pontes — permitindo que a juventude brasileira encontre, com clareza e acessibilidade, os caminhos para participar da agenda climática.
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