Responsabilidade Social • 07:38h • 04 de março de 2026
8 de Março: Brasil registra 4 feminicídios por dia
Mês da Mulher ocorre em meio a recordes de feminicídio É preciso acabar com a naturalização da barbárie: sociedade civil e poder público têm de assumir corresponsabilidade na defesa da vida
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da CUT | Foto: Arquivo Âncora1
O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8 de março), chega em 2026 com um dado que deveria envergonhar o país inteiro: o Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, o maior número desde que o crime foi tipificado, em 2015. A média é de quase quatro mulheres assassinadas por dia, simplesmente por serem mulheres. Em todo o interior paulista, a data mobiliza movimentos sociais, sindicatos e entidades que pedem mais do que homenagens — pedem ação concreta contra a violência.
O cenário é grave. Segundo dados do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 2025 foi o ano mais letal para as mulheres brasileiras desde a criação da Lei do Feminicídio. Mais de 13 mil mulheres foram assassinadas em crimes de gênero entre 2015 e 2025, uma tragédia que se acumula ano após ano sem que os números caiam.
São Paulo já aparece entre os estados com números elevados nos dados preliminares de 2026, Ilhabela confirmando que o problema não é exclusivo das grandes capitais — ele acontece também no interior, nas cidades médias, nas casas comuns, nos relacionamentos que deveriam ser seguros.
Quem mata e onde mata
Os dados revelam um padrão persistente: cerca de 65% dos feminicídios ocorrem dentro da própria residência da vítima, e companheiros ou ex-companheiros são responsáveis por quase 90% dos crimes. IlhabelaOu seja, o lugar mais perigoso para uma mulher em situação de risco ainda é a própria casa. Mulheres negras representam 64% das vítimas, e 70% das mulheres assassinadas tinham entre 18 e 44 anos Ilhabela— na flor da vida, com filhos, projetos e futuro.
A luta do 8 de Março em 2026
As principais bandeiras dos movimentos de mulheres neste ano vão além do feminicídio. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entidades feministas incluem nas manifestações o fim da escala de trabalho 6x1 — que afeta desproporcionalmente as mulheres, que ainda acumulam jornada doméstica —, e mais representação feminina na política. Atualmente, mulheres representam mais de 50% da população brasileira, mas menos de 20% dos cargos no Congresso Nacional.
"Não se trata de fazer justiça com as próprias mãos e sim de denunciar, acolher a mulher, afastá-la, tirá-la do ambiente tóxico e violento em que eventualmente viva", disse Amanda Corcino, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT. "Quem tem conhecimento de qualquer caso deve denunciar, acolher, proteger e encaminhar essa mulher para fora da situação de perigo."
O que o governo tem feito
Em resposta à escalada da violência, o governo federal assinou o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e anunciou a inauguração de 12 novos equipamentos de proteção em 2026, entre Casas da Mulher Brasileira e Centros de Referência. O CNJ registrou um aumento de 17% no julgamento de casos de feminicídio em 2025, totalizando mais de 15 mil julgamentos, sinal de que o sistema de justiça está processando mais casos, mas também de que o volume de crimes segue alto.
Ainda assim, especialistas alertam que leis não bastam. O país avançou na produção legislativa de proteção às mulheres, mas convive com rede insuficiente, falta de recursos, baixa capilaridade regional e uma cultura institucional que ainda revitimiza a mulher Ilhabelaque busca ajuda.
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