Política • 21:12h • 24 de setembro de 2026
A 11 dias das eleições, campanha de Lula denuncia bloqueio de página pela Meta e cobra explicações
PT afirma que restrição no Facebook prejudica a propaganda eleitoral, exige revisão humana e admite recorrer ao TSE; motivo da medida ainda não foi esclarecido
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do PT | Foto: Reprodução/Redes Sociais
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em confronto com a Meta na reta final das eleições de 2026. Segundo o Partido dos Trabalhadores (PT), a empresa desabilitou, na quarta-feira (23), a página do candidato no Facebook e restringiu sua conta de anúncios, sem apresentar uma justificativa considerada satisfatória pela legenda. A 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o partido e a coligação Brasil Pronto Pra Mais cobram o restabelecimento dos serviços e afirmam que a medida prejudica a campanha presidencial.
Em recurso encaminhado à Meta nesta quinta-feira (24), os advogados pediram a reativação imediata da conta de anúncios “Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente”, utilizada para promover publicações e compartilhar públicos. Também solicitaram que a restrição seja submetida à revisão humana por analistas das áreas jurídica e de conformidade da plataforma.
A equipe jurídica classificou a decisão como unilateral e sem justificativa objetiva. Na avaliação apresentada pelo PT, restringir os canais digitais de um candidato tão próximo da votação pode comprometer a igualdade de condições entre as campanhas.
Campanha exige preservação de provas e considera ação judicial
Além da reativação, a coligação solicitou que a Meta preserve os registros digitais vinculados à conta, incluindo logs e dados que possam esclarecer as circunstâncias do bloqueio.
Caso os pedidos não sejam atendidos, os advogados afirmam que poderão ingressar com ações judiciais para preservar os direitos da campanha e buscar eventual responsabilização civil, criminal e eleitoral da plataforma.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, declarou que o partido também considera acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em publicação na rede social Twitter/X, ele questionou o poder das grandes empresas de tecnologia sobre a comunicação eleitoral e afirmou que as campanhas não podem ficar sujeitas às preferências políticas dessas plataformas.
Restrição reacende debate sobre plataformas digitais nas eleições
O episódio ocorre em um momento decisivo da disputa presidencial e coloca novamente em discussão o impacto das decisões de empresas de tecnologia sobre a circulação de propaganda política.
Para os advogados da campanha, a suspensão de uma conta de anúncios durante o período eleitoral pode produzir consequências que ultrapassam o funcionamento de uma rede social, especialmente quando impede a divulgação de novas peças publicitárias a poucos dias da votação.
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