Saúde • 08:04h • 22 de abril de 2026
Abril Marrom alerta para perda de visão em idosos e destaca sinais que não devem ser ignorados
Campanha reforça importância do diagnóstico precoce, já que até 80% dos casos de deficiência visual podem ser evitados com acompanhamento adequado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria via CEJAM | Foto: Arquivo/Âncora1
O Abril Marrom, campanha de conscientização sobre a prevenção da cegueira e da baixa visão, reforça em 2026 a importância do diagnóstico precoce, especialmente entre idosos, grupo mais vulnerável a doenças oculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 80% dos casos de deficiência visual podem ser evitados com acompanhamento oftalmológico regular, já que muitas dessas condições evoluem de forma silenciosa e só são percebidas em estágios mais avançados.
Embora algumas mudanças na visão sejam esperadas com o envelhecimento, especialistas alertam que nem toda alteração é natural. A presbiopia, por exemplo, é comum com o avanço da idade e afeta a visão de perto, mas sintomas como perda progressiva da visão, alteração em apenas um dos olhos, manchas no campo visual ou dificuldade na visão periférica podem indicar doenças que exigem avaliação médica.
Doenças silenciosas e impacto na autonomia
Entre as principais causas de cegueira e baixa visão na terceira idade estão catarata, degeneração macular relacionada à idade, glaucoma e erros refrativos não corrigidos. A catarata, mais frequente, provoca visão embaçada e sensibilidade à luz. Já o glaucoma pode avançar sem sintomas evidentes, comprometendo gradualmente o campo visual.
Fatores como tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada, obesidade e exposição excessiva ao sol aumentam o risco de problemas oculares. Doenças crônicas também têm papel relevante. O diabetes pode levar à retinopatia diabética, que danifica os vasos da retina, enquanto a hipertensão afeta a circulação ocular, podendo agravar a perda de visão ao longo do tempo.
Os impactos vão além da saúde ocular. A baixa visão compromete atividades cotidianas, como se locomover, se alimentar e administrar medicamentos, além de elevar o risco de quedas e favorecer o isolamento social, reduzindo a qualidade de vida dos idosos.
Sinais de alerta e importância do acompanhamento
Alguns sintomas exigem atenção imediata, como perda súbita da visão, flashes de luz, surgimento repentino de pontos escuros, dor ocular intensa ou sensação de sombra no campo visual. Esses sinais podem indicar condições graves, como descolamento de retina ou glaucoma agudo, que podem levar à perda permanente da visão se não tratados rapidamente.
A recomendação é que pessoas com 65 anos ou mais realizem exames oftalmológicos completos a cada um ou dois anos. Para quem possui doenças como diabetes ou histórico familiar, o acompanhamento deve ser mais frequente, conforme orientação médica.
Além da prevenção, iniciativas públicas também buscam ampliar o cuidado com a população idosa. O Programa Acompanhante de Idosos, gerenciado pelo CEJAM em unidades de saúde de São Paulo, oferece atendimento domiciliar, apoio em consultas e auxílio nas atividades diárias, contribuindo para a identificação precoce de problemas de saúde, incluindo alterações na visão.
Com o envelhecimento da população, especialistas reforçam que a atenção à saúde ocular deve fazer parte da rotina de cuidados, não apenas diante de sintomas. O acompanhamento regular segue como principal estratégia para preservar a visão e manter a autonomia ao longo dos anos.
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