Responsabilidade Social • 14:31h • 10 de julho de 2026
Acidentes nas férias: veja quais são os maiores vilões dentro de casa para crianças
Quedas de sofá, beliche, cama elástica e desafios das redes sociais estão entre as principais causas de fraturas e entorses durante o mês de julho
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lettera | Foto: Arquivo/Âncora1
As férias escolares costumam significar mais tempo de brincadeiras, mas também representam um período de maior preocupação para médicos. Segundo o ortopedista Carlos Henrique Gazineu Abdenur, da Hapvida, julho registra um aumento de 40% a 50% nos atendimentos ortopédicos de crianças e adolescentes, impulsionado principalmente pelos acidentes domésticos.
Neste ano, a previsão de temperaturas mais baixas e de maior ocorrência de chuva deve manter muitas famílias dentro de casa, aumentando o tempo de permanência das crianças em ambientes onde quedas e acidentes são mais frequentes.
Quedas simples podem causar lesões graves
De acordo com o especialista, muitos dos atendimentos envolvem acidentes aparentemente inofensivos. Sofás, beliches, camas elásticas, escadas e móveis acabam se transformando em locais de brincadeiras que podem resultar em fraturas, entorses e outras lesões.
O médico explica que nem sempre uma queda de grande altura é a mais perigosa. Uma queda inferior a um metro pode provocar lesões importantes quando a criança concentra todo o impacto em um braço, uma perna ou bate contra móveis e quinas.
Outro ponto de atenção são as chamadas fraturas sem sinais evidentes. Em alguns casos, a criança volta a brincar normalmente após a queda, mas pode ter sofrido lesões na cartilagem de crescimento ou fraturas não deslocadas, que só são identificadas após avaliação médica.
Redes sociais também entram na lista de riscos
Além das brincadeiras tradicionais, os desafios publicados nas redes sociais passaram a aparecer com mais frequência entre as causas dos acidentes.
Segundo Abdenur, vídeos que incentivam saltos, piruetas, provas de equilíbrio e acrobacias estimulam principalmente adolescentes, aumentando o risco de lesões. Estudos internacionais, segundo o especialista, apontam crescimento de aproximadamente 35% nos acidentes relacionados a esse tipo de desafio.
Por isso, a orientação é que pais e responsáveis conversem com crianças e adolescentes sobre os riscos dessas práticas, acompanhando de perto as brincadeiras realizadas durante o período de férias.
Supervisão faz a diferença nas férias
O ortopedista destaca que não é necessário impedir as brincadeiras, mas adaptar os ambientes para torná-los mais seguros. Beliches devem possuir proteção lateral, camas elásticas precisam estar instaladas em locais apropriados e escadas exigem supervisão constante.
Também é importante procurar atendimento médico quando a criança apresentar dor persistente, dificuldade para movimentar braços ou pernas, inchaço importante, deformidades ou choro intenso após uma queda, mesmo que aparentemente tenha voltado a brincar normalmente.
Entre os acidentes mais frequentes registrados durante as férias de julho estão quedas de beliches, brincadeiras em camas elásticas, saltos em sofás, desafios inspirados nas redes sociais e acidentes envolvendo móveis utilizados como apoio para escaladas.
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