Saúde • 18:29h • 05 de fevereiro de 2026
Acne adulta afeta homens e mulheres e vai além de uma questão estética
Condição tem causas hormonais, emocionais e comportamentais, pode deixar marcas permanentes e requer acompanhamento dermatológico especializado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da AFonte Comunica | Foto: Arquivo/Âncora1
Tradicionalmente associada à adolescência, a acne também afeta de forma recorrente homens e mulheres a partir dos 25 anos. Conhecida como acne adulta ou acne tardia, a condição pode surgir ou persistir após o fim da puberdade e demanda uma abordagem dermatológica específica, já que apresenta características, causas e riscos diferentes da acne juvenil.
Segundo a dermatologista Fátima Tubini, a acne na vida adulta costuma ser mais inflamatória, profunda e resistente aos tratamentos convencionais. Além disso, há maior risco de manchas e cicatrizes permanentes quando não há acompanhamento adequado. O impacto vai além da pele e pode comprometer a autoestima e a qualidade de vida.
Causas vão além da oleosidade
A acne adulta é considerada multifatorial. Entre os principais fatores estão alterações hormonais, especialmente em mulheres durante o ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa, predisposição genética, estresse crônico, alimentação desequilibrada, uso inadequado de cosméticos e distúrbios hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos.
O estresse merece atenção especial. A liberação excessiva de cortisol pode estimular a produção de oleosidade e intensificar processos inflamatórios na pele. O uso de produtos incompatíveis com o tipo de pele também contribui para a piora do quadro.
Regiões mais afetadas variam entre homens e mulheres
A acne adulta é mais comum entre os 25 e 45 anos, mas pode ocorrer em idades mais avançadas. Nas mulheres, as lesões tendem a se concentrar no terço inferior do rosto, especialmente queixo, mandíbula e pescoço. Nos homens, além do rosto, são frequentes casos nas costas, tórax e ombros.
Diagnóstico clínico e tratamento personalizado
O diagnóstico é feito pelo dermatologista, a partir da avaliação clínica, histórico do paciente, hábitos de vida e, quando necessário, investigação hormonal por meio de exames laboratoriais.
O tratamento é sempre individualizado e pode envolver medicamentos tópicos e orais, controle hormonal, procedimentos dermatológicos e ajustes na rotina de cuidados com a pele. Não há uma fórmula única, já que cada paciente apresenta fatores desencadeantes distintos.
Cuidados diários fazem diferença
A higienização adequada da pele, o uso de produtos não comedogênicos, a fotoproteção diária, uma alimentação equilibrada e o controle do estresse são pilares fundamentais no controle da acne adulta. A automedicação e o uso indiscriminado de produtos cosméticos podem agravar o problema.
Espremer lesões ou recorrer a receitas caseiras aumenta o risco de inflamações, manchas persistentes e cicatrizes definitivas.
Quando a acne não é tratada
Sem tratamento adequado, a acne adulta pode deixar sequelas permanentes na pele, como cicatrizes e hiperpigmentação, além de impactos emocionais relevantes, incluindo ansiedade, baixa autoestima e isolamento social.
A condição deve ser encarada como um problema de saúde e não apenas estético, exigindo acompanhamento profissional contínuo.
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