Gastronomia & Turismo • 16:54h • 26 de janeiro de 2026
Afroturismo ganha força nas férias de janeiro com roteiros que revelam a história negra do Brasil
Destinos afrocentrados se destacam em diferentes regiões do país ao unir cultura, memória e experiências conduzidas por quem vive os territórios
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Doisces Assessoria | Foto: Divulgação
Com o início do ano e o período de férias, cresce a busca por roteiros turísticos que vão além do lazer tradicional e priorizam experiências culturais e históricas. Em janeiro, esse movimento ganha força com o afroturismo, modalidade que valoriza a memória, a ancestralidade e o protagonismo negro em diferentes regiões do Brasil, oferecendo ao visitante uma leitura mais profunda da formação do país.
Dados do Ministério do Turismo, divulgados em 2024, indicam que, embora as viagens de praia sigam em alta, o turismo cultural e histórico responde por 5% da preferência dos brasileiros. Outros segmentos também se destacam, como natureza e ecoturismo, com 12%, saúde e bem-estar, com 8%, turismo religioso e espiritual, com 7%, e aventura, com 6%. Nesse cenário, os roteiros afroturísticos ampliam sua presença ao dialogar com cultura, identidade e desenvolvimento local.
De acordo com Carlos Humberto, CEO da Diaspora.Black, startup especializada em experiências afrocentradas, o afroturismo propõe uma lógica distinta do turismo convencional. “O afroturismo permite conhecer o Brasil a partir de narrativas construídas por quem vive, preserva e fortalece esses territórios, valorizando a memória, a cultura, a ancestralidade e o protagonismo negro”, afirma.
Destinos afroturísticos em destaque pelo país
A diversidade de roteiros afrocentrados se espalha por todas as regiões do Brasil. No Nordeste, Salvador é referência com percursos como o Roteiro Afro do Pelourinho, que atravessa espaços de memória e cultura afro-brasileira no Centro Histórico. Em Recife, o Circuito Afro-Recife percorre o Recife Antigo e locais ligados às tradições afro-pernambucanas. Já em São Luís, o Roteiro Tambor, Memória e Cultura Negra reúne centros históricos, espaços culturais e manifestações populares que mantêm vivas as heranças africanas.
Em Minas Gerais, Ouro Preto oferece o Roteiro da Presença Negra, que evidencia a contribuição da população negra na formação histórica da cidade por meio de museus, arquivos e circuitos guiados.
No Sudeste, São Paulo concentra percursos pelo Marco Zero da cidade e pela Casa de Capoeira do Mestre Ananias, destacando a presença negra na construção da capital paulista. No Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, os roteiros mais procurados incluem a Pedra do Sal, símbolo da diáspora africana e berço do samba carioca, além do Museu do Samba e do Arco do Teles, no Centro Histórico, integrando música, memória e história urbana.
Experiência cultural e desenvolvimento dos territórios
Segundo Carlos Humberto, os roteiros são construídos a partir de estudos aprofundados sobre cada local. “Nossa intenção é levar o afroturismo como uma forma de reconectar pessoas à história viva do Brasil, promovendo experiências que mantêm a identidade cultural, estimulam o desenvolvimento dos territórios e ampliam o reconhecimento da contribuição negra para a formação do país”, finaliza.
Ao unir férias, cultura e reflexão histórica, o afroturismo se consolida como uma alternativa para quem deseja viajar em janeiro com propósito, aprendizado e contato direto com narrativas que ajudam a compreender o Brasil para além dos roteiros tradicionais.
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