Ciência e Tecnologia • 18:28h • 13 de dezembro de 2025
Agentes autônomos, deepfakes e golpes em escala: por que 2026 marca a virada da defesa bancária
Deepfakes, agentes autônomos e redes de bots impulsionam uma escalada inédita de fraudes, e nova geração de detecção comportamental tenta reequilibrar o jogo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da BRSA Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A segurança bancária entrou em um ponto de inflexão histórico. Golpes digitais deixaram de ser episódios isolados e passaram a operar como sistemas completos, alimentados por IA generativa, automações clandestinas e redes distribuídas de lavagem de dinheiro. Fraudadores agora usam deepfakes, agentes autônomos e bots especializados para testar vulnerabilidades em massa, acelerando ataques em uma velocidade que desafia a capacidade de resposta tradicional das instituições financeiras.
Nesse cenário de IA versus IA, a BioCatch, referência mundial em inteligência comportamental, anuncia o Connect 2.0, uma plataforma redesenhada para lidar com a nova geração de crimes financeiros. A solução reúne, em um único ambiente, detecção de fraudes de abertura de conta, roubo de identidade, golpes conduzidos por humanos ou por máquinas, deepfakes e esquemas de lavagem de dinheiro que se sofisticam a cada ciclo de ataque.
“Fraudes, golpes e crimes financeiros se tornaram ecossistemas interligados”, afirma Gadi Mazor, CEO da BioCatch. “Os times de risco precisam proteger clientes sem estourar orçamentos. O Connect 2.0 traz cobertura ponta a ponta justamente no momento em que criminosos ampliam o uso de IA para refinar e escalar ataques.”
Um novo “radar” bancário: sinais de comportamento, dispositivo, rede e transação em análise contínua
O coração da atualização é o BioCatch Align, um SDK de nova geração que combina mais de 3.000 elementos de telemetria +behaviour. Esses sinais formam a base da tecnologia patenteada Continuous Behavioral Sequencing™, capaz de interpretar padrões de interação impossíveis de serem reproduzidos consistentemente por máquinas.
Assim, a plataforma deixa de enxergar incidentes isolados e passa a identificar constelações de comportamento criminoso, analisando bilhões de sessões mensais em tempo real e protegendo centenas de milhões de usuários em mais de 1,5 bilhão de dispositivos globalmente.
Mapear redes, não apenas transações
Outro eixo do Connect 2.0 é o BioCatch Link, versão aprimorada da tecnologia antes conhecida como Scout. O sistema detecta agrupamentos suspeitos de contas, dispositivos e transações que operam movimentos coordenados, um padrão comum em organizações de fraude e operações de laranjas. “O ambiente regulatório avança para a prevenção, não apenas conformidade”, explica Mazor. “O Link derruba silos entre equipes de fraude e AML e acelera respostas integradas, impactando diretamente a qualidade da base de depósitos e a rentabilidade.”
A nova fronteira: quando a fraude é conduzida por agentes de IA
Uma das transformações mais rápidas no cibercrime é o uso de agentes autônomos de IA para operar contas bancárias. Essas máquinas já conseguem preencher formulários, executar transações, navegar em aplicativos e até reproduzir gestos humanos simulados.
O Connect 2.0 incorpora um módulo específico para identificar IA Agêntica, diferenciando:
- Usuários humanos;
- Agentes de IA conhecidos;
- Agentes de IA nunca vistos.
A distinção permite bloquear comportamentos automatizados suspeitos antes que gerem perdas, mantendo a via aberta para automações legítimas aprovadas pelos bancos.
IA contra IA: a nova corrida armamentista digital
Deepfakes, bots especializados e agentes autônomos inauguraram uma etapa assimétrica da criminalidade financeira. Os golpes agora são sistemas que aprendem, treinam, ajustam e testam falhas continuamente.
O setor bancário, antes baseado em autenticação e checagem de identidade, agora precisa entender comportamento o único elemento que a IA fraudulenta ainda não consegue imitar com perfeição.
A disputa deixa de ser “como impedir um golpe?” e passa a ser: “como impedir a próxima geração de golpes automatizados?”
A evolução das plataformas comportamentais, como a da BioCatch, sugere um caminho: detectar o que é humano, mapear redes coordenadas, identificar desvios antes do ataque e responder com a mesma velocidade ou superior à das máquinas criminosas. A segurança financeira vive uma transição histórica. Pela primeira vez, a ameaça não é apenas o fraudador, mas sistemas inteiros operando por IA. E, para enfrentá-los, a defesa precisa evoluir na mesma escala.
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