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Responsabilidade Social • 13:51h • 26 de agosto de 2025

Agosto mantém baixos índices de queimadas após semana crítica

Dados do Inpe indicam melhor resultado desde 2019

Agência Brasil | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em São Paulo, onde a Defesa Civil estadual registrou queda de 75% nos focos na primeira quinzena do mês, houve investimento em monitoramento e treinamento de equipes locais de resposta, somados às melhores condições climáticas. O estado mantém equipes de prontidão desde o começo da estiagem. Entre os dias 1º e 15 de agosto foram contabilizadas 148 ocorrências em 2025. Em 2024 foram 548.
Em São Paulo, onde a Defesa Civil estadual registrou queda de 75% nos focos na primeira quinzena do mês, houve investimento em monitoramento e treinamento de equipes locais de resposta, somados às melhores condições climáticas. O estado mantém equipes de prontidão desde o começo da estiagem. Entre os dias 1º e 15 de agosto foram contabilizadas 148 ocorrências em 2025. Em 2024 foram 548.

Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que agosto de 2025 reverteu a tendência de aumento em queimadas no país, com exceções no Pampa e na Caatinga, e apresentou o menor número absoluto de focos desde 2019, considerando o total de focos até o dia 22 de agosto em todos os anos. O monitoramento, que indica o total de focos de queimada, aponta queda substancial, de 59% do total de focos monitorados por satélite. Na última quarta-feira (20) o Mapbiomas já havia divulgado balanço de área queimada em julho, também a menor para o mês desde 2019.

O resultado é positivo pois agosto está no meio do período seco, que vai de maio a outubro. Em 2024 o país registrava 97.742 focos de queimada entre 01/01 e 22/08. Neste ano foram registrados, no mesmo intervalo, 39.740 focos. Apenas 9 das 27 Unidades Federativas tiveram aumento no número de focos em relação ao ano passado: Amapá (40%), Bahia (18%), Ceará (6%), Paraíba (83%), Pernambuco (52%), Piauí (23%), Rondonia (47%), Rio Grande do Sul (9%) e Sergipe (91%). Destes, apenas Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul registraram mais de 1000 focos. Mesmo com queda acentuada, de 69%, o Mato Grosso foi novamente o estado com mais focos, 19.032 registrados em 2024 frente a 5.760 registrados este ano, segundo melhor resultado do estado na série histórica do INPE, superando somente o total de focos em 2011, quando 5.468 foram registrados no período.

Os motivos potenciais são vários. Para o Mapbiomas, a melhora é relacionada principalmente ao retorno das chuvas no inverno, mas também a um uso menor do fogo como instrumento de preparação de terrenos, principalmente em estados da Amazônia. Em julho eles já haviam indicado que o Cerrado foi o bioma com maior área queimada no período, com 1,2 milhão de hectares – metade de toda a área queimada no Brasil em 2025. Na Amazônia, uma área de 1,1 milhão de hectares foi queimada entre janeiro e julho, uma redução de 70% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número representa a menor área queimada na Amazônia no período desde 2019. No levantamento do INPE esses patamares permanecem considerando o mês de agosto.

Em São Paulo, onde a Defesa Civil estadual registrou queda de 75% nos focos na primeira quinzena do mês, houve investimento em monitoramento e treinamento de equipes locais de resposta, somados às melhores condições climáticas. O estado mantém equipes de prontidão desde o começo da estiagem. Entre os dias 1º e 15 de agosto foram contabilizadas 148 ocorrências em 2025. Em 2024 foram 548.

Todo o centro, norte e noroeste paulistas estão em alerta desde a última quarta-feira, quando foram considerados áreas de risco elevado para queimadas e incêndios espontâneos. O tempo em todo o estado é quente e seco, o que deve começar a amenizar já a partir de amanhã, com mínimas em torno de 15 graus. A umidade relativa do ar também deve melhorar. Nesta sexta-feira (22), cerca de 50 municípios registraram umidade abaixo dos 20%. Em Ituverava, cidade ao norte do estado, perto de Barretos e Ribeirão Preto, foi registrada a umidade relativa mais baixa, com 11%. A região é grande produtora de cana-de-açúcar e laranja, e foi impactada fortemente pelo fogo em 2024.

Seca avança, principalmente no Nordeste

Também esta semana, a Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou atualização de seu Monitor de Secas, informando que houve um abrandamento do fenômeno em dois estados: Amazonas e Sergipe. No sentido oposto, a seca se intensificou em julho em outros 14 estados: Alagoas, Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. O Amapá e o Mato Grosso seguiram livres de seca, enquanto em Roraima o fenômeno deixou de ser observado, devido ao volume de chuvas acima da média.

A Caatinga nordestina voltou a registrar Seca Extrema, segundo pior índice no monitor da seca. Os dados da ANA abrangem o mês de julho deste ano.

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