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Saúde • 09:54h • 06 de abril de 2026

Alerta: vacina da gripe não aumenta riscos de contrair a doença

A vacina contra a gripe é segura, eficaz e não causa influenza, embora informações distorcidas nas redes sociais sugiram o contrário

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1

Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes.
Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes.

Mensagens que circulam nas redes sociais voltaram a espalhar desinformação sobre vacinas. O alvo da vez é a vacina contra a gripe. Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa.

A vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan apresenta eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais.

Segurança

A vacina disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) é a Influenza trivalente do Instituto Butantan. Ela é indicada para prevenir quadros clínicos graves, complicações, internações e óbitos causados pelo vírus influenza.

O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) , recomendam o uso de vacinas trivalentes.

Boatos

Além disso, é importante esclarecer: a vacina da gripe é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, não sendo capaz de provocar a doença. Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção.

Um dos fatores que contribuem para essa confusão é o fato de que o vírus influenza circula com mais intensidade no outono e no inverno — período em que também aumentam os casos de outras viroses respiratórias, como parainfluenza, SARS-CoV-2, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.

Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou. Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte.

Vacina gratuita

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente tanto a vacina quanto um antiviral específico para tratamento da gripe, principalmente para grupos prioritários. A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada ao PNI em 1999 com o objetivo de reduzir complicações e óbitos — e segue sendo a principal ferramenta de prevenção.

Os grupos prioritários incluem idosos, crianças pequenas de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, entre outros públicos mais vulneráveis.

A vacinação anual é fundamental porque a composição da vacina é atualizada a cada ano, conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes.

Reforço

O Ministério da Saúde também tem reforçado a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que vem sendo mais frequente em países da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá. O alerta segue recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), diante do aumento de casos no hemisfério norte.

No Brasil, até o momento, foram identificados quatro casos do subclado K. As análises foram conduzidas por laboratórios de referência nacional, como a Fiocruz/RJ e o Instituto Adolfo Lutz (SP), seguindo protocolos rigorosos de vigilância.

A vigilância da influenza inclui monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e a antivirais.

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