Variedades • 12:32h • 10 de julho de 2026
Alimentação infantil: palavras ditas durante as refeições podem influenciar hábitos por toda a vida
Especialista alerta que comentários comuns durante as refeições podem estimular culpa, ansiedade e dificultar a construção de hábitos alimentares saudáveis na infância
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LC Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A forma como os adultos conversam com as crianças durante as refeições pode influenciar diretamente a relação delas com a alimentação. Segundo a pediatra e educadora parental Marcela Noronha, os primeiros anos de vida são fundamentais para a formação de hábitos alimentares e da maneira como a criança enxergará a comida ao longo da vida.
De acordo com a especialista, a alimentação vai além da oferta de nutrientes. Comentários baseados em pressão, culpa, comparações ou chantagens podem transformar a hora da refeição em um momento de ansiedade, enquanto uma abordagem acolhedora favorece o desenvolvimento de uma relação mais saudável com os alimentos.
Cinco frases que devem ser evitadas
Entre os exemplos mais comuns está a frase "Se você não comer tudo, não vai ganhar sobremesa". Segundo a pediatra, esse tipo de comentário transforma o doce em recompensa e os demais alimentos em obrigação.
Outra expressão que merece atenção é "Olha como seu irmão come direitinho". Comparações entre crianças podem gerar insegurança e aumentar a resistência alimentar, já que cada uma possui seu próprio ritmo de adaptação aos alimentos.
Também é recomendado evitar frases como "Você só sai da mesa quando terminar o prato", pois obrigar a criança a comer pode fazê-la ignorar os próprios sinais de fome e saciedade.
Respeito e paciência ajudam a criar bons hábitos
A especialista ainda orienta que rótulos como "Você é muito chato para comer" podem reforçar comportamentos e dificultar a aceitação de novos alimentos. Da mesma forma, associar a alimentação às emoções dos adultos, dizendo "Se não comer agora, a mamãe vai ficar triste", tende a gerar culpa em vez de estimular hábitos saudáveis.
Segundo Marcela Noronha, o desenvolvimento de uma boa relação com a comida depende de repetição, exemplo e paciência. Um ambiente acolhedor, com escuta ativa, respeito e confiança, contribui para que a criança aprenda a comer de forma natural, fortalecendo não apenas a saúde física, mas também a autoestima e a segurança emocional.
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