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Economia • 15:50h • 25 de janeiro de 2026

Aluguel de temporada pode render até R$ 7 mil por mês nas cidades mais procuradas do Brasil

Simulação baseada em dados de mercado mostra que modelo supera o aluguel tradicional em regiões turísticas e grandes capitais

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Modelo de aluguel por temporada cresce e amplia renda de proprietários no Brasil
Modelo de aluguel por temporada cresce e amplia renda de proprietários no Brasil

O aluguel por temporada deixou de ser uma alternativa informal de hospedagem e passou a ocupar um espaço relevante no mercado imobiliário brasileiro. Impulsionado pelo crescimento do turismo interno, pelo avanço do trabalho remoto e pela busca por hospedagens mais flexíveis, o modelo vem se consolidando como uma fonte consistente de renda para proprietários em diferentes regiões do país.

Levantamento com base em dados operacionais da plataforma CasaTemporada indica que imóveis bem localizados podem gerar receitas mensais significativamente superiores às do aluguel residencial tradicional, especialmente em cidades com alta demanda turística ou fluxo constante de visitantes.

A rentabilidade do aluguel por temporada varia conforme fatores como localização, tipo de imóvel, padrão de mobiliário, taxa de ocupação e sazonalidade. Ainda assim, simulações realizadas a partir de médias praticadas nas cidades mais procuradas do Brasil apontam ganhos consistentes.

Em São Paulo, imóveis localizados em regiões centrais e bem conectadas apresentam diárias médias entre R$ 220 e R$ 280, com taxa de ocupação anual próxima de 60%. Nesse cenário, a receita mensal estimada varia entre R$ 4.000 e R$ 5.000, impulsionada principalmente por viagens corporativas, eventos, tratamentos médicos e estadias temporárias de médio prazo.

No Rio de Janeiro, bairros turísticos como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca registram diárias médias entre R$ 300 e R$ 450, com forte variação sazonal. A receita mensal média fica entre R$ 5.000 e R$ 7.000, podendo superar esse valor durante a alta temporada.

Já em Florianópolis, um dos maiores mercados de aluguel por temporada do país, as diárias variam entre R$ 280 e R$ 400. A receita mensal estimada vai de R$ 4.500 a R$ 6.500, com picos concentrados no verão, sobretudo em imóveis próximos às praias e com infraestrutura completa.

Em Balneário Camboriú, destino consolidado no turismo de alto padrão, a receita mensal média fica entre R$ 5.500 e R$ 8.000, dependendo do perfil do imóvel. Já em Salvador, a diária média varia de R$ 250 a R$ 380, garantindo receita mensal estimada entre R$ 4.000 e R$ 6.000 ao longo do ano.

Outro mercado relevante é Fortaleza, que apresenta bom equilíbrio entre diária e taxa de ocupação, com receita mensal estimada entre R$ 4.200 e R$ 6.000. Em Gramado, destino turístico consolidado, a receita média anual varia de R$ 4.500 a R$ 7.000, com forte concentração de ganhos em feriados, inverno e eventos temáticos.

Na comparação com o aluguel tradicional, o modelo residencial costuma gerar retorno médio mensal entre 0,3% e 0,5% do valor do imóvel. Já o aluguel por temporada pode alcançar retornos equivalentes a 1% ou mais, especialmente em capitais e cidades turísticas. A principal diferença está na flexibilidade do modelo, que permite ajuste de preços conforme a demanda e maior controle sobre o uso do imóvel.

Especialistas alertam, no entanto, que a rentabilidade deve considerar custos operacionais como condomínio, IPTU, manutenção, limpeza, troca de enxoval, gestão de reservas, atendimento ao hóspede e tributação. Os rendimentos precisam ser declarados à Receita Federal e, dependendo do volume de faturamento, pode ser necessária a formalização da atividade.

Segundo Thiago Moresqui, analista da CasaTemporada, os dados reforçam a consolidação do modelo. “Os números mostram que, nas principais cidades turísticas e capitais do Brasil, o aluguel por temporada já alcança receitas mensais entre R$ 4 mil e R$ 7 mil, consolidando-se como uma alternativa real e estruturada ao aluguel tradicional”, afirma.

A tendência é sustentada pelo crescimento das viagens domésticas, pela busca por experiências mais personalizadas e pelo aumento da permanência média em destinos turísticos e grandes centros urbanos. A simulação de ganhos indica que o aluguel por temporada pode representar uma fonte relevante de renda, desde que o proprietário compreenda a dinâmica do mercado local, invista na qualidade do imóvel e adote uma gestão eficiente.

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