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Responsabilidade Social • 17:31h • 28 de fevereiro de 2026

Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet na velhice

Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina não tem cura, mas estímulos, adaptação da casa e acompanhamento veterinário ajudam a retardar sintomas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Informa Midia | Foto: Arquivo/Âncora1

Risco de declínio cognitivo cresce 52% ao ano após os 10 anos
Risco de declínio cognitivo cresce 52% ao ano após os 10 anos

O envelhecimento dos cães pode vir acompanhado de alterações cognitivas que exigem atenção redobrada dos tutores. Conhecida formalmente como Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, condição popularmente chamada de Alzheimer canino, a doença é neurodegenerativa, progressiva e irreversível. Embora não tenha cura, medidas preventivas e adaptações no ambiente podem melhorar a qualidade de vida do animal. O tema é abordado por Nathali Vieira em análise sobre cuidados e diagnóstico.

A síndrome afeta o sistema nervoso central e o encéfalo do animal, comprometendo coordenação motora, memória e comportamento. É mais comum em cães a partir dos sete anos de idade. Dados do Dog Aging Project indicam que o risco de declínio cognitivo aumenta cerca de 52% a cada ano adicional após os 10 anos, independentemente da raça.

Sintomas e diagnóstico

Entre os sinais mais frequentes estão desorientação, latidos excessivos, inversão do ciclo do sono, dificuldade em reconhecer tutores e, em casos avançados, incontinência urinária e fecal. O diagnóstico é considerado desafiador, pois não existe exame específico para confirmar a doença. O veterinário realiza avaliação clínica detalhada e exclui outras possíveis enfermidades encefálicas.

Em alguns casos, exames como ressonância magnética ou tomografia podem ser indicados para descartar inflamações, tumores ou outras alterações no sistema nervoso central.

Estímulos desde cedo ajudam a retardar sintomas

Embora não exista prevenção definitiva, o enriquecimento ambiental é apontado como estratégia eficaz para manter o cão mentalmente ativo ao longo da vida. Brinquedos interativos, passeios frequentes, atividades físicas e estímulos sensoriais contribuem para preservar funções cognitivas.

A alimentação balanceada também desempenha papel relevante. Dietas específicas para cães idosos, com antioxidantes, vitaminas do complexo B e ômega 3, podem auxiliar na manutenção da saúde cerebral.

Adaptações no ambiente doméstico

Quando o diagnóstico é confirmado, a casa deve ser adaptada para garantir segurança. Em residências com escadas, recomenda-se a instalação de barreiras de proteção. Tapetes antiderrapantes ajudam a evitar quedas. A supervisão constante torna-se essencial para assegurar que o animal continue se alimentando e se movimentando com segurança.

A orientação veterinária deve ser buscada ao primeiro sinal de alteração comportamental. Quanto mais cedo houver acompanhamento, maiores as chances de oferecer conforto e dignidade ao pet durante a fase de declínio cognitivo.

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