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Responsabilidade Social • 11:50h • 15 de dezembro de 2024

Amazônia tem diversidade empobrecida por incêndios florestais

Bioma está virando floresta secundária, com menos estoque de carbono

Da Redação com informações de Agência Brasil | Foto: Jader Souza/AL Roraima

De acordo com o pesquisador, esse empobrecimento da floresta, além de representar uma ameaça de extinção de espécies, é uma ameaça ao planeta e à humanidade
De acordo com o pesquisador, esse empobrecimento da floresta, além de representar uma ameaça de extinção de espécies, é uma ameaça ao planeta e à humanidade

Um estudo sobre os efeitos das queimadas na floresta revelou o empobrecimento das espécies e a significativa redução do estoque de carbono em áreas de transição entre a Amazônia e o Cerrado. Financiada pelo Instituto Serrapilheira, a pesquisa constatou uma diminuição de até 68% na capacidade dessas áreas de armazenar dióxido de carbono na biomassa vegetal, especialmente em regiões afetadas por incêndios recorrentes.

Liderado por Fernando Elias, da Universidade Federal Rural da Amazônia, e Maurivan Barros Pereira, da Universidade Estadual de Mato Grosso, o estudo analisou 14 áreas de floresta, classificadas em três categorias: nunca queimadas, queimadas uma vez e queimadas múltiplas vezes. Durante o trabalho de campo, os pesquisadores coletaram dados sobre o número de espécies, densidade de troncos e o estoque de carbono acima do solo.

Secundarização da Floresta

Elias destaca que a Amazônia não está se transformando em uma savana, mas sim em uma floresta secundária, mais pobre em biodiversidade e com menor capacidade de armazenar carbono. “Observamos uma redução de quase 70% no estoque de carbono e no número de indivíduos”, alerta o pesquisador.

O estudo analisou como o fogo afeta a composição florística, identificando que espécies florestais, mais sensíveis, são as mais impactadas. Enquanto espécies típicas do Cerrado e generalistas permanecem estáveis, as florestais, que possuem pouca ou nenhuma proteção contra o fogo, sofrem declínio acentuado, o que pode levar à extinção local de espécies raras.


Amazônia tem o maior número de queimadas e incêndios em 17 anos. (Brigadistas combatem fogo no Pará. André Noboa). Foto: Agência Santarém

Impactos nos Serviços Ecossistêmicos

Além de ameaçar espécies, a degradação da floresta compromete importantes serviços ecossistêmicos, como regulação do ciclo de chuvas, sequestro de carbono e polinização. Elias ressalta que florestas queimadas perdem grande parte de sua capacidade de fornecer esses serviços à sociedade.

A redução no estoque de carbono é alarmante: áreas nunca queimadas armazenam cerca de 25,5 toneladas de carbono por hectare, enquanto áreas queimadas uma vez reduzem esse valor para 14,1 toneladas. Já aquelas queimadas múltiplas vezes chegam a apenas 8 toneladas por hectare. Esse processo intensifica a liberação de gases de efeito estufa, agravando as mudanças climáticas.

Vulnerabilidade das Áreas Estudadas

As áreas analisadas estão localizadas no Arco do Desmatamento, na divisa entre Amazonas, Pará e Mato Grosso. Nessas regiões, a vulnerabilidade é maior devido à proximidade com atividades agropecuárias e ao clima mais seco. Além disso, muitas dessas áreas, mesmo contendo características amazônicas, são tratadas como Cerrado pelo Código Florestal, permitindo o desmatamento de até 80%.

Colaboração e Financiamento

A pesquisa, intitulada Mudanças Pós-fogo na Diversidade, Composição e Carbono das Árvores em Períodos Sazonais das Florestas no Sul da Amazônia, contou com a colaboração de instituições como o Campus de Confresa do Instituto Federal de Mato Grosso e a Universidade de Exeter, no Reino Unido. Financiado pelo Instituto Serrapilheira, o projeto integra os mais de 300 trabalhos científicos apoiados pela instituição desde 2017, totalizando mais de R$ 90 milhões em investimentos.

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