Saúde • 10:06h • 27 de junho de 2026
ANS defende que plano cubra mamografia digital sem restrição de idade
Atualmente cobertura é apenas para mulheres de 40 a 69 anos de idade
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu uma consulta pública para discutir a ampliação da cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde. A proposta prevê que o exame passe a ser garantido para qualquer pessoa com indicação médica, independentemente da idade ou do gênero.
Atualmente, a cobertura obrigatória da mamografia digital é restrita a mulheres entre 40 e 69 anos. Caso a proposta seja aprovada, a regra ficará alinhada à da mamografia convencional, que já pode ser solicitada sem limitações relacionadas à faixa etária ou identidade de gênero.
Considerada uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama, a mamografia digital permite identificar alterações ainda em fases iniciais da doença, aumentando as chances de sucesso do tratamento.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 73,6 mil novos casos de câncer de mama por ano.
Benefícios da mamografia digital
De acordo com a ANS, o diagnóstico precoce pode reduzir a necessidade de tratamentos mais agressivos e melhorar os resultados clínicos dos pacientes.
A mamografia digital apresenta vantagens em relação ao modelo convencional, como menor exposição à radiação, redução do tempo de compressão das mamas durante o exame e armazenamento eletrônico das imagens, facilitando o acompanhamento médico e a análise por diferentes especialistas.
A ampliação da cobertura também permitiria o acesso ao exame por pessoas de qualquer identidade de gênero, desde que haja recomendação médica.
Tecnologia já consolidada
A proposta foi aprovada pela diretoria colegiada da ANS e surgiu após debates realizados na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).
Durante as discussões, integrantes da comissão avaliaram que a mamografia digital já está consolidada como padrão de cuidado no rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. Para os especialistas, a manutenção de restrições por idade poderia dificultar ou retardar o acesso ao exame em situações que exigem investigação clínica.
A ANS afirma que a medida acompanha a evolução tecnológica dos serviços de saúde e busca ampliar o acesso dos beneficiários dos planos a exames considerados essenciais para o diagnóstico precoce da doença.
Consulta pública aberta
As contribuições da sociedade para a Consulta Pública nº 173 podem ser enviadas até o dia 11 de julho. Os documentos relacionados à proposta e o formulário de participação estão disponíveis no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
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