Saúde • 07:36h • 30 de outubro de 2026
Antes que outubro termine, conheça três mitos sobre o câncer de mama que precisam ser combatidos
Anvisa esclarece informações falsas sobre mamografia, qualidade dos exames e tratamentos milagrosos que podem colocar a saúde das mulheres em risco
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Anvisa | Foto: Divulgação
Com o Outubro Rosa chegando ao fim nesta sexta-feira (30), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça o alerta sobre três informações falsas relacionadas ao câncer de mama que continuam circulando entre a população. As orientações buscam combater a desinformação sobre exames, diagnóstico e tratamentos de uma doença que registra mais de 70 mil novos casos estimados por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. Embora as campanhas de conscientização ganhem destaque em outubro, a atenção aos sinais da doença e o acompanhamento médico devem continuar durante todo o ano.
Três informações falsas sobre o câncer de mama
1. Mamografia só deve ser feita depois dos 50 anos
Falso. A mamografia pode ser indicada em diferentes idades, conforme o histórico de saúde, os fatores de risco e a avaliação médica. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também estabelece que os planos de saúde devem cobrir a mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que exista indicação médica.
2. Um mamógrafo moderno garante um exame de qualidade
Falso. Ter um equipamento de última geração não significa, necessariamente, que o exame será preciso. A qualidade da mamografia depende da manutenção dos aparelhos, dos controles periódicos e das condições adequadas de funcionamento dos serviços de radiologia.
3. Produtos que prometem curar o câncer são confiáveis
Falso. Medicamentos sem registro sanitário, produtos de origem desconhecida e promessas de cura rápida podem representar riscos graves à saúde. Tratamentos sem comprovação científica podem atrasar o atendimento adequado e comprometer as chances de recuperação.
A Anvisa orienta que as mulheres procurem profissionais de saúde para avaliar a necessidade e a frequência dos exames, além de verificar a procedência dos medicamentos e desconfiar de promessas de tratamentos milagrosos.
O encerramento do Outubro Rosa também reforça a importância de manter os cuidados ao longo dos demais meses do ano. O diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado são fundamentais para aumentar as chances de cura.
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