Saúde • 12:21h • 08 de julho de 2026
Anvisa esclarece que alho não é antibiótico e não substitui o tratamento com medicamentos
Queridinho da cozinha, ele tem ação antimicrobiana e antifúngica, mas não pode substituir o tratamento com medicamentos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1
Entre as diversas informações falsas sobre saúde que circulam nas redes sociais, uma das mais perigosas é a afirmação de que o alho pode substituir antibióticos no tratamento de infecções. Apesar de ser um alimento amplamente utilizado na culinária e conhecido por suas propriedades benéficas, essa crença não tem respaldo científico e pode colocar a saúde em risco.
O equívoco surge porque o alho contém compostos como a alicina, substância com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, cardioprotetoras e imunomoduladoras. No entanto, não existem evidências científicas que comprovem que o alimento seja capaz de tratar infecções bacterianas ou substituir medicamentos como a amoxicilina e outros antibióticos.
Os antibióticos disponíveis em farmácias passam por anos de pesquisas, testes laboratoriais e ensaios clínicos para comprovar sua eficácia e segurança. Antes de serem comercializados, também precisam atender a rigorosos critérios estabelecidos por órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por autorizar o registro desses medicamentos no Brasil.
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