Mundo • 13:38h • 05 de maio de 2026
Ar-condicionado pode representar até 47% do consumo de energia em prédios no Brasil
Falta de monitoramento e manutenção adequada eleva custos e reduz eficiência em ambientes comerciais e públicos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Sistemas de ar-condicionado podem responder por até 47% do consumo total de energia em edifícios comerciais e públicos no Brasil, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O dado acende um alerta para empresas e gestores, já que falhas simples de operação e manutenção contribuem para o aumento da conta de luz e perda de eficiência.
De acordo com especialistas do setor, o problema não está apenas nos equipamentos, mas na forma como são utilizados. A ausência de monitoramento contínuo faz com que sistemas operem acima do necessário, consumindo mais energia para manter o mesmo desempenho.
Falhas simples geram desperdício constante
Entre os principais fatores de ineficiência estão equipamentos desregulados, filtros sujos, sensores imprecisos e falta de automação. Esses problemas fazem com que o ar-condicionado funcione em potência máxima mesmo quando o ambiente não exige.
Outro ponto crítico é a ausência de ajuste por ocupação. Ambientes vazios ou com baixa circulação de pessoas continuam sendo climatizados como se estivessem cheios, o que aumenta o desperdício ao longo do dia.
Além disso, a falta de integração com sistemas de gestão impede o acompanhamento em tempo real, dificultando a identificação de picos de consumo e falhas operacionais.
Quase metade da energia pode estar no ar-condicionado e poucos percebem
Como reduzir custos sem grandes investimentos
A melhoria na eficiência energética pode começar com ajustes simples. A adoção de sensores de presença, sistemas automatizados e tecnologias inverter permite adequar o funcionamento do ar-condicionado à demanda real do ambiente.
Segundo especialistas, essas medidas podem gerar redução consistente no consumo sem necessidade de troca imediata dos equipamentos. A recomendação inicial é realizar um diagnóstico técnico para avaliar desempenho, consumo e condições dos sistemas.
Sinais de alerta no consumo
Alguns indícios ajudam a identificar quando o sistema está consumindo mais do que deveria, como aumento na conta de energia, temperatura instável, funcionamento contínuo dos equipamentos e maior frequência de manutenção corretiva.
Dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) indicam que cerca de 40% das falhas poderiam ser evitadas com manutenção preventiva, reforçando a importância da gestão técnica.
Além da economia, sistemas bem ajustados contribuem para o conforto térmico e melhores condições de trabalho, impactando diretamente a produtividade e o bem-estar em ambientes corporativos.
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