Saúde • 08:28h • 17 de julho de 2026
Assis e região começam a aplicar a Pneumo 20; entenda por que ela é considerada um avanço na proteção
Nova vacina do SUS amplia a cobertura contra os principais sorotipos do pneumococo e passa a proteger bebês, crianças e grupos de maior risco contra doenças graves
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Weber | Foto: Arquivo/Âncora1
A chegada da vacina Pneumo 20 às unidades de saúde de cidades como Assis e Cândido Mota marca uma das principais atualizações do calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos. A nova vacina pneumocócica conjugada 20-valente substitui gradualmente a antiga versão 10-valente e amplia significativamente a proteção contra doenças provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo.
Responsável por infecções como pneumonia, meningite, otite e infecções na corrente sanguínea, o pneumococo representa uma das principais causas de hospitalizações e complicações, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O que muda com a Pneumo 20?
A principal diferença está na quantidade de variantes da bactéria que a vacina consegue combater.
Enquanto a vacina utilizada anteriormente protegia contra 10 sorotipos, a Pneumo 20 passa a oferecer proteção contra 20 sorotipos, incluindo alguns dos mais associados às formas graves da doença e aos casos resistentes aos antibióticos.
Segundo dados utilizados pelo Ministério da Saúde na incorporação da vacina ao SUS, essa atualização aumenta a cobertura contra os sorotipos mais relacionados às formas graves da doença pneumocócica em crianças menores de cinco anos de aproximadamente 3% para 77%.
Quem pode receber a vacina?
A Pneumo 20 passou a integrar o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e também a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE).
Além dos bebês e crianças pequenas, a vacina também beneficia pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações, como:
- Diabetes;
- Doenças cardíacas;
- Doenças pulmonares;
- Doenças renais;
- Doenças hepáticas;
- Asma grave;
- Pessoas transplantadas;
- Pacientes com HIV;
- Pacientes oncológicos, entre outras condições previstas pelo Ministério da Saúde.
Em muitos desses casos, a imunização ocorre por meio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Por que a vacina é importante?
O pneumococo pode permanecer na garganta sem provocar sintomas, facilitando sua transmissão entre as pessoas, principalmente entre crianças.
Quando a bactéria invade outras partes do organismo, pode causar doenças potencialmente graves, como pneumonia, meningite e infecções generalizadas, exigindo internação e, em alguns casos, levando a complicações permanentes ou até à morte.
A ampliação da cobertura vacinal busca justamente reduzir esses casos, diminuir as hospitalizações e reforçar a proteção dos grupos mais vulneráveis.
Vacinação já começou em diversos municípios
Com a distribuição das doses pelo Ministério da Saúde, municípios brasileiros começaram a substituir gradualmente a vacina anterior pela Pneumo 20.
Na região, cidades como Assis, Tarumã e Cândido Mota já anunciaram o início da aplicação da nova vacina nas unidades de saúde, seguindo o cronograma do Programa Nacional de Imunizações.
A orientação é que pais e responsáveis acompanhem o calendário vacinal das crianças e que pessoas pertencentes aos grupos elegíveis procurem informações na unidade de saúde de referência para verificar os critérios de vacinação.
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