Responsabilidade Social • 14:50h • 08 de março de 2026
Autismo pressiona planos de saúde e desafia modelo da saúde suplementar
Crescimento dos diagnósticos e terapias de longo prazo aumentam custos e intensificam disputas judiciais entre famílias e operadoras
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da NB Press Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O crescimento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) vem ampliando o debate sobre os limites do modelo atual dos planos de saúde no Brasil. O autismo exige acompanhamento contínuo e terapias especializadas por longos períodos, o que pressiona a estrutura assistencial e financeira da saúde suplementar.
Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos indicam que uma em cada 31 crianças está dentro do espectro. Projetada para o Brasil, essa proporção pode representar cerca de 6 milhões de pessoas. Esse avanço no número de diagnósticos transformou o tema em um dos principais desafios para operadoras de saúde e famílias que dependem de atendimento especializado.
O tratamento do TEA costuma envolver terapias intensivas, como Análise do Comportamento Aplicada (ABA), fonoaudiologia e terapia ocupacional. Segundo Anderson Farias, CEO da TopSaúde Hub, esses atendimentos podem concentrar até 80% dos custos totais de um beneficiário com autismo, pressionando o equilíbrio financeiro das operadoras.
Esse cenário tem provocado um aumento significativo das disputas judiciais. Diante de negativas ou limitações na cobertura de terapias prescritas, muitas famílias recorrem à Justiça para garantir acesso ao tratamento. Em grande parte dos casos, as decisões têm sido favoráveis aos pacientes, especialmente quando envolvem métodos reconhecidos cientificamente.
A ampliação das regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde 2022, reforçou esse cenário ao determinar que métodos ou técnicas indicados pelo médico para tratamento do autismo devem ser cobertos pelos planos sem limite de sessões.
Para especialistas do setor, o crescimento da demanda exige mudanças na organização do cuidado. O fortalecimento da rede de profissionais especializados, a integração entre médicos e terapeutas e o apoio às famílias são apontados como caminhos para reduzir conflitos e melhorar a qualidade do atendimento.
Além de uma exigência regulatória, o cuidado estruturado para pessoas com TEA passa a ser visto como um desafio estratégico para a saúde suplementar, diante de uma demanda que continua em expansão.
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