Saúde • 11:08h • 17 de janeiro de 2026
AVC mata uma pessoa a cada seis minutos no Brasil
Custo hospitalar com internação foi de quase R$ 1 bi em seis anos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, permanece entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. Segundo dados da consultoria Planisa, especializada em gestão de saúde e custos hospitalares, uma pessoa morre por AVC no Brasil a cada 6,5 minutos.
O levantamento também aponta o impacto financeiro da doença no sistema de saúde. Entre 2019 e setembro de 2024, foram registradas 85.839 internações por AVC, com permanência média de 7,9 dias por paciente — mais de 680 mil diárias hospitalares no período. Desses dias de internação, 25% ocorreram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias.
Os gastos acumulados chegaram a R$ 910,3 milhões: R$ 417,9 milhões em diárias críticas e R$ 492,4 milhões em diárias não críticas. Somente em 2024, até setembro, as despesas já ultrapassavam R$ 197 milhões. Os custos vêm aumentando de forma consistente, praticamente dobrando entre 2019 e 2023, quando passaram de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. O crescimento acompanha o salto nas internações, que foram de 8.380 em 2019 para 21.061 em 2023.
De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC ocorre quando vasos sanguíneos que irrigam o cérebro entopem ou se rompem, interrompendo a circulação e causando paralisia da área afetada. O problema acomete mais homens e exige diagnóstico e tratamento rápidos para aumentar as chances de recuperação.
Os principais sinais de alerta incluem confusão mental; dificuldades na fala e na compreensão; alterações na visão; dor de cabeça súbita e intensa; tontura; desequilíbrio; e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo. O diagnóstico é feito por exames de imagem capazes de identificar a área lesionada e o tipo de AVC — isquêmico ou hemorrágico. A tomografia de crânio é o método mais utilizado para avaliação inicial e detecção de sinais precoces de isquemia.
Entre os fatores de risco estão hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, idade avançada, sedentarismo, uso de drogas ilícitas, histórico familiar e ser do sexo masculino.
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