• Seu próximo cliente pode ser uma IA: empresas enfrentam novo desafio nas vendas digitais
  • Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão
  • Estudantes de Assis participam de congresso em Goiânia com apresentação de robô humanoide
  • Estudantes criam armadilha contra mosquitos da dengue por R$ 20 e conquistam prêmio nacional
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 14:26h • 25 de agosto de 2026

Bets deixam dívidas acima de R$ 100 mil e levam apostadores a buscar ajuda

Relatos mostram como apostas online podem comprometer renda, relações familiares e saúde mental; especialistas alertam para maior impacto entre pessoas em situação de vulnerabilidade

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da EBC | Foto: Arquivo/Âncora1

“Cassino na palma da mão”: especialistas alertam para impacto das bets entre pessoas de menor renda
“Cassino na palma da mão”: especialistas alertam para impacto das bets entre pessoas de menor renda

O que começa como diversão ou tentativa de conseguir dinheiro extra pode terminar em dívidas que atravessam toda a vida familiar. Apostadores ouvidos pela Agência Brasil relatam perdas superiores a R$ 100 mil, venda de bens, separações e dificuldade para manter despesas básicas após desenvolverem uma relação problemática com as bets. Entre pessoas de menor renda, especialistas alertam que o prejuízo pode atingir diretamente a subsistência da família.

Um dos casos é o de Kaio, nome fictício de um homem de 42 anos que chegou a perder R$ 5 mil em poucos minutos. O dinheiro havia sido emprestado por um amigo justamente para que ele quitasse dívidas com agiotas contraídas por causa de apostas anteriores. Em outro episódio, permaneceu por mais de três horas no celular sem perceber a passagem do tempo, um dos sinais associados ao jogo problemático.

A situação avançou para um endividamento superior a R$ 200 mil. Kaio vendeu o carro, móveis e, posteriormente, a casa da família. O casamento terminou e ele deixou o emprego, utilizando também a rescisão para pagar dívidas. Atualmente, faz acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), participa de grupos terapêuticos e tenta reconstruir a vida.

Quando a aposta compromete a renda da família

A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti, do Hospital das Clínicas de São Paulo, aponta que pessoas das classes C e D estão entre as mais atingidas. Segundo a especialista, a expectativa de conseguir retornos financeiros rápidos, combinada à publicidade e à facilidade de acesso às plataformas, pode aumentar a vulnerabilidade ao jogo problemático.

O endividamento sucessivo também pode agravar quadros de ansiedade e depressão e estar associado à ideação suicida. Para a psiquiatra, o impacto se torna especialmente grave quando o dinheiro destinado às apostas representa uma parcela relevante da renda necessária para alimentação, moradia e outras despesas familiares.

A psicóloga Claudia Feres, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, chama atenção ainda para a facilidade de acesso proporcionada pelos celulares. As apostas permanecem disponíveis durante todo o dia e sem necessidade de deslocamento, criando o que ela descreve como um “cassino na palma da mão”.

LEIA TAMBÉM: Bets cabem no bolso e funcionam 24 horas: como esses jogos tornam a aposta mais familiar e inofensiva

Sinais podem aparecer na rotina

Mudanças de comportamento podem indicar que a relação com as apostas deixou de ser apenas recreativa. Entre os sinais observados pelos profissionais estão isolamento social, troca do dia pela madrugada, nervosismo, perda da noção do tempo e dificuldade para interromper as apostas mesmo diante de prejuízos.

Nos Caps, o atendimento pode envolver equipes multidisciplinares, grupos terapêuticos, acompanhamento individual e participação da família. A recomendação é procurar ajuda o quanto antes quando as apostas começam a interferir nas finanças, nos relacionamentos ou na rotina.

Outro entrevistado, identificado pelo nome fictício de Ricardo, de 26 anos, estima ter perdido mais de R$ 100 mil desde que começou a apostar, em 2018. Pai de uma criança de dois anos, ele relata que as dívidas contribuíram para o fim do relacionamento e chegaram a dificultar o pagamento da pensão alimentícia. Para tentar controlar as apostas durante a madrugada, passou a desligar e manter o celular distante.

Setor diz que aposta não deve ser tratada como renda

À Agência Brasil, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que afirma representar 75% do mercado brasileiro, reconheceu a importância da prevenção ao jogo problemático e da proteção de pessoas vulneráveis.

A entidade defende que as apostas sejam apresentadas exclusivamente como entretenimento, nunca como fonte de renda ou alternativa de subsistência, e afirma que as empresas autorizadas estão submetidas a regras de publicidade, operação e proteção aos apostadores. O instituto também defende o combate às plataformas ilegais e uma atuação conjunta entre empresas, reguladores, poder público e sociedade para prevenção e atendimento de pessoas que necessitem de suporte.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:33h • 17 de outubro de 2026

Seu próximo cliente pode ser uma IA: empresas enfrentam novo desafio nas vendas digitais

Agentes de IA começam a transformar as compras online e a contratação de serviços, exigindo informações atualizadas, atendimento ágil e maior organização dos negócios

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:18h • 17 de outubro de 2026

FEMA promove congresso de saúde com três dias de palestras e workshops em Assis

Congresso da FEMA acontece de 21 a 23 de outubro, com palestras, workshops e debates sobre ética, formação profissional e atendimento integrado na saúde

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 16:23h • 17 de outubro de 2026

Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão

Pesquisa com 26 mil pessoas em 14 mercados mostra que 19% dos brasileiros estão prontos para adotar um pet, enquanto dúvidas sobre histórico médico, custos e adaptação ainda dificultam a decisão

Descrição da imagem

Educação • 15:34h • 17 de outubro de 2026

MEC libera 10 cursos gratuitos para professores com certificado; veja como se inscrever

Formações disponíveis na plataforma Avamec abordam inteligência artificial, redes sociais, educação antirracista e competências digitais para o ensino fundamental e médio

Descrição da imagem

Esporte • 14:25h • 17 de outubro de 2026

Campeã mundial que se aposentou em 2020 volta a competir nos Jogos Abertos do Interior

Tawany Gianelo, de 31 anos, representa Praia Grande na competição em Votuporanga e mantém uma tradição iniciada em 2011, quando conquistou seu primeiro ouro nos Jogos Abertos

Descrição da imagem

Cidades • 13:10h • 17 de outubro de 2026

Operação contra furto de energia encontra irregularidades em cinco imóveis de Ourinhos

Fiscalização da CPFL Santa Cruz com as polícias Civil e Científica identificou adulterações em medidores de residências e comércios; houve detenções durante a ação

Descrição da imagem

Educação • 12:04h • 17 de outubro de 2026

Professores também entram na disputa: OBMEP realiza duas competições nacionais neste sábado

Segunda fase da competição nacional de matemática começa às 14h30 e terá seis questões discursivas; resultados serão divulgados em dezembro

Descrição da imagem

Educação • 11:36h • 17 de outubro de 2026

Estudantes de Assis participam de congresso em Goiânia com apresentação de robô humanoide

Estudantes de Administração de Assis participaram do 31º CONAD, em Goiânia, com debates sobre gestão, tecnologia e transformações no mercado de trabalho

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos