Economia • 13:31h • 11 de maio de 2026
Brasil bate recorde de pessoas com renda em 2025, aponta IBGE
Pesquisa do IBGE mostra que 82% dos brasileiros acima de 14 anos receberam algum tipo de rendimento em 2025. Maioria teve renda do trabalho, enquanto 11% receberam benefícios de programas sociais
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 82% das pessoas com mais de 14 anos no Brasil tiveram algum tipo de rendimento em 2025. O percentual é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Segundo o levantamento, o país tinha 174,7 milhões de pessoas acima de 14 anos no fim de 2025. Desse total, cerca de 143 milhões receberam algum tipo de renda ao longo do ano.
A principal fonte de rendimento foi o trabalho, responsável pela renda de aproximadamente 101 milhões de pessoas, o equivalente a 58% desse grupo. Já os rendimentos provenientes de aposentadorias e pensões alcançaram 17% da população acima de 14 anos, enquanto 11% receberam benefícios de programas sociais do governo.
O IBGE ressalta que aposentadorias e pensões, apesar de integrarem programas sociais, estão diretamente ligadas à trajetória de trabalho dos beneficiários e, por isso, também podem ser consideradas renda do trabalho.
Os dados foram divulgados na sexta-feira (8) e fazem parte da PNAD Contínua referente ao ano de 2025.
Na apresentação oficial, o instituto também levou em conta o total da população brasileira, estimada em 212 milhões de habitantes, incluindo pessoas fora da idade de trabalhar. No entanto, os percentuais de rendimento consideram apenas a população em idade ativa.
Rendimento médio cresce pelo quarto ano seguido
A pesquisa também revelou que o rendimento médio mensal real de todas as fontes chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor já registrado pela série histórica da PNAD Contínua.
O resultado representa crescimento de 5,4% em relação a 2024 e confirma o quarto ano consecutivo de aumento da renda no país.
Em comparação com o período anterior à pandemia, o avanço é ainda maior. O rendimento médio ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao de 2012, primeiro ano da série histórica.
Após as perdas registradas durante a pandemia de Covid-19, especialmente em 2020 e 2021, a recuperação da renda iniciada em 2022 seguiu em ritmo consistente até 2025.
Entre as categorias de rendimento, aposentadorias e pensões continuaram apresentando o maior valor médio em 2025, com R$ 2.697 mensais, em patamar semelhante ao registrado em 2024 e em 2019.
Já os programas sociais do governo, incluindo benefícios federais, estaduais e municipais, tiveram rendimento médio de R$ 870 em 2025, praticamente estável em relação aos R$ 875 registrados no ano anterior. Em comparação com 2019, quando o valor médio era de R$ 508, houve crescimento de 71,3%.
O rendimento médio mensal domiciliar per capita também atingiu recorde em 2025, chegando a R$ 2.264, alta de 6,9% em relação a 2024.
Segundo o IBGE, os rendimentos do trabalho representaram 75,1% da renda domiciliar per capita em 2025. Os outros 24,9% vieram de diferentes fontes, como aposentadorias e pensões (16,4%), programas sociais do governo (3,5%), aluguel e arrendamento (2,1%), além de pensão alimentícia, doações, mesadas e outros rendimentos.
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