Saúde • 09:12h • 07 de fevereiro de 2026
Brasil deve ter 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028
Doença é a segunda causa de morte no país
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença se aproxima das enfermidades cardiovasculares como a principal causa de morte no país.
As informações fazem parte da publicação Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, em referência ao Dia Mundial do Câncer. De acordo com o Inca, os números refletem o envelhecimento da população, além de desigualdades regionais e dificuldades no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento rápido.
Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.
O Inca aponta diferenças importantes entre as regiões do país. O câncer de colo do útero está entre os mais comuns no Norte e no Nordeste, enquanto o câncer de estômago tem maior incidência entre homens dessas regiões. Já os tumores associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, são mais frequentes no Sul e no Sudeste.
Para o instituto, essas desigualdades estão ligadas ao acesso desigual a ações de prevenção, rastreamento e tratamento. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, destacou preocupação com o aumento dos casos de câncer de cólon e reto, associado a fatores como obesidade, sedentarismo e exposição precoce a riscos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que os casos de câncer de colo do útero vêm diminuindo graças à vacinação contra o HPV. Segundo ele, a prevenção é fundamental, especialmente no combate ao tabagismo, inclusive entre jovens que usam dispositivos eletrônicos, e ao avanço da obesidade.
Durante a agenda no Rio de Janeiro, Padilha também participou da adesão da operadora Amil ao programa Agora Tem Especialistas, que vai permitir a realização de 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes que aguardam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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