Saúde • 08:17h • 14 de dezembro de 2024
Brasil está perto de alcançar meta de vacinação contra o vírus do HPV
Vacinação aumentou mais de 42% em relação a 2022. Entre adolescentes com 14 anos, a cobertura vacinal passou de 96%
Da Redação com informações da Agência Gov | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil está próximo de alcançar a meta de vacinação contra o HPV . O objetivo do ministério é chegar a 90% do público-alvo, composto por meninas e meninos de 9 a 14 anos. O resultado é uma continuação do que já vinha ocorrendo nos últimos dois anos. No ano passado, quase 85% do público-alvo já tinha sido imunizado. Entre adolescentes com 14 anos, a cobertura passou de 96%.
Entre 2022 e 2023, as doses aplicadas da vacina HPV aumentaram mais de 42% - de 4,3 milhões para mais de 6,1 milhões de doses aplicadas. Entre o público feminino, o aumento foi de 16%. Já no público masculino, o incremento chega a 70%. Isso se deve ao fato das meninas se vacinarem mais, uma vez que o HPV é o principal causador do câncer de colo de útero.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que os números são consequência também do trabalho feito nas escolas. “Essa estratégia foi fundamental, aproximando o cuidado da população e fortalecendo a cultura da prevenção desde a infância. Esse é um compromisso do governo com a saúde pública e a proteção das futuras gerações, reafirmando nosso dever de levar políticas de prevenção onde o público-alvo está”, reforçou.
“Os programas de vacinação nas escolas contribuem porque o adolescente não vai para o posto, então precisamos fortalecer a vacinação nas escolas”, complementa o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
Apesar dos avanços, Gatti alerta que é preciso ampliar a vacinação de crianças de 9 anos, além dos meninos. Desde 2014, quando a vacinação contra o HPV começou no Brasil, a proporção de meninos que receberam uma dose da vacina foi 24,2 pontos percentuais menor do que a de meninas.
Resgate vacinal
Nesta direção, o principal objetivo é alcançar adolescentes de 15 a 19 anos que não foram imunizados dentro da faixa etária recomendada inicialmente, ou seja, que tenham perdido a oportunidade de se vacinar anteriormente. Os estados com as maiores porcentagens de jovens não vacinados são: Rio de Janeiro, Acre, Distrito Federal, Roraima e Amapá.
Eder Gatti também destacou o desafio da comunicação para mobilizar a população a se vacinar e combater desinformações. Para ele, a vacina contra o HPV foi injustiçada pelas suspeitas de eventos adversos, apesar da investigação provar não haver relação com o imunizante.
“É uma vacina com uma tecnologia fantástica, com eficácia e segurança alta, que não tem evento de alteração orgânica importante. E agora ela é aplicada em apenas uma dose, o que facilita a operação. É um imunizante que vai nos ajudar a eliminar o câncer de colo de útero”, aponta.
Sobre o HPV
Apesar da repercussão grave mais frequente do HPV ser o câncer de colo de útero, a infecção pelo vírus também pode causar câncer no pênis, ânus, boca e garganta. Além disso, a principal via de transmissão do vírus é a sexual, por isso a imunização dos meninos também é essencial para evitar a disseminação do HPV.
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