Mundo • 07:59h • 30 de julho de 2025
Brasil fora do Mapa da Fome: conheça a importância desse indicador
Calculado pela Organização das Nações Unidas (ONU), índice identifica países onde insegurança alimentar preocupa e auxilia no desenvolvimento de políticas de garantia do acesso à alimentação
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: André Oliveira / MDS
Graças a uma série de ações e programas de combate à fome e à pobreza, o Brasil deixou novamente o Mapa da Fome, que integrava desde 2018. Mas, afinal, o que isso significa? Para entender a dimensão desse feito, é preciso conhecer o Mapa da Fome.
Criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), ele é um indicador que identifica países onde mais de 2,5% da população sofre de subalimentação grave. Ou seja: não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável e passa um dia ou mais sem comer. O Mapa auxilia na compreensão do contexto de cada região afetada e no desenvolvimento e avaliação de políticas para combater a fome.
O cálculo leva em conta a média dos três últimos anos da Taxa de Prevalência da Subalimentação (PoU). Se o resultado dessa média indicar que mais de 2,5% da população está em situação de insegurança alimentar grave, então o país é incluído no Mapa da Fome. O relatório é atualizado anualmente, sempre levando em conta as informações coletadas no último triênio, para evitar que episódios pontuais, como crises climáticas ou econômicas, alterem o resultado.
Em 2014, uma série de esforços do Governo Federal levou o Brasil a sair do Mapa pela primeira vez. Algumas das políticas que se destacaram nesse resultado foram o Programa Fome Zero, O Bolsa Família, a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), e o Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional). Mas a partir de 2016, o enfraquecimento das políticas sociais fez com que o país voltasse a integrar a lista em 2018.
Em 2023, a insegurança alimentar caiu 85% no país, garantindo comida na mesa de 14,7 milhões de brasileiros, e ficou em 2,8%, pouco acima da linha determinada para a entrada no Mapa da Fome.
"Entre 2023 e 2024, reduzimos em 85% o número de pessoas em insegurança alimentar grave. Agora, o resultado de diversas políticas públicas do Governo Federal nos retira dessa trágica estatística. Esse trabalho é motivo de muito orgulho e mostra que aprendemos lições importantes, porque, no passado, levamos 11 anos para retirar o Brasil do Mapa da Fome", destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Dias lembrou ainda que a meta imposta pelo presidente Lula era de conseguir esse feito até o fim de 2026.
Os números refletem o sucesso de uma cesta de políticas públicas do Governo Federal, como o Plano Brasil sem Fome – que articula diversos programas e ações – a retomada de programas como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos, o investimento na alimentação escolar, na capacitação e no empreendedorismo, dentre outros. “Nosso objetivo agora é levar alimentação digna às casas de 100% dos brasileiros, além de fortalecer a segurança e a soberania alimentar”, esclareceu o ministro.
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