Saúde • 13:48h • 04 de março de 2026
Brasil mantém vigilância e reforça monitoramento de casos de mpox
Com registros em diferentes estados, autoridades de saúde ampliam diagnóstico, rastreamento e orientações à população, enquanto especialistas afirmam que cenário não configura surto no momento
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Fiocruz | Foto: CFF
O Brasil mantém vigilância ativa para os casos de mpox registrados em diferentes estados. De acordo com o Ministério da Saúde, a maior concentração de infecções está em São Paulo, seguido por Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Paraná. Apesar da presença da doença em várias regiões, as autoridades sanitárias afirmam que o cenário atual não configura surto nacional.
A mpox é uma zoonose causada por vírus do gênero Orthopoxvirus. Identificada pela primeira vez em 1958, a doença passou a ser monitorada com mais atenção fora do continente africano a partir de 2022, quando houve aumento expressivo de casos em vários países. Naquele ano, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em junho de 2022.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou pelo contato próximo e prolongado com pessoa infectada. Objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, também podem servir como meio de disseminação.
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento de gânglios (ínguas) e lesões na pele que evoluem de manchas para bolhas e crostas. A orientação é que pessoas com sinais suspeitos procurem atendimento em unidades de saúde para avaliação clínica e, se necessário, realização de exame laboratorial.
O diagnóstico é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de teste molecular (PCR) a partir de material coletado das lesões. Especialistas destacam que a identificação precoce é fundamental para interromper cadeias de transmissão e garantir o acompanhamento adequado, sobretudo em grupos mais vulneráveis.
A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, com recuperação entre duas e quatro semanas. O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas. Autoridades reforçam a importância de medidas preventivas, como evitar contato direto com pessoas sintomáticas, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos.
O Ministério da Saúde afirma que segue monitorando os registros em todo o país, com ações de rastreamento de contatos, ampliação da capacidade diagnóstica e orientação contínua à população e aos profissionais de saúde.
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