Variedades • 20:49h • 03 de julho de 2026
Brasil nas oitavas reforça nova disputa da Copa: a atenção do público vale mais do que audiência
Especialista afirma que marcas investem cada vez mais em criadores de conteúdo, experiências e redes sociais para permanecer na conversa durante o Mundial
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo mantém o país mobilizado dentro e fora dos gramados. Enquanto a Seleção segue em busca do hexacampeonato, empresas, plataformas digitais e criadores de conteúdo travam uma disputa paralela: conquistar a atenção do público em tempo real.
Segundo especialistas, a Copa de 2026 consolida uma mudança importante na forma como as marcas se relacionam com os consumidores. Mais do que anunciar durante as partidas, o desafio passou a ser criar experiências, gerar conversas e permanecer relevante antes, durante e depois dos jogos.
Da audiência para a atenção
De acordo com o estudo State of Social 2025, da Deloitte Digital, 61% dos consumidores descobriram uma nova marca pelas redes sociais nos últimos 12 meses, enquanto 83% afirmam considerar criadores de conteúdo uma fonte confiável de informação.
Para Will Costa, CMO da WC&A Partners e especialista em marketing de influência, esse comportamento transformou grandes eventos esportivos em plataformas de relacionamento.
"Hoje, as marcas disputam algo ainda mais valioso do que audiência: atenção. Não basta aparecer durante o jogo; é preciso fazer parte da conversa que acontece antes, durante e depois dele. É nesse ambiente que influência, conteúdo e experiência passam a gerar conexão real com o público."
Copa vai além dos 90 minutos
A expansão das transmissões digitais, das watch parties, dos bastidores, das ativações de marca e dos conteúdos produzidos por influenciadores mostra que a experiência da Copa já não se limita aos 90 minutos de cada partida.
Esse novo formato também chamou a atenção da imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian destacou recentemente que a Copa de 2026 consolida um modelo de consumo impulsionado por criadores de conteúdo, transmissões digitais e experiências que aproximam o público do torneio.
Segundo Costa, uma ação de marketing bem-sucedida precisa continuar gerando repercussão mesmo depois do evento. "Uma boa ativação já não termina quando o evento acaba. Ela precisa gerar conteúdo, conversa e repercussão. Quando uma experiência faz as pessoas quererem compartilhar espontaneamente o que viveram, ela deixa de ser apenas uma ação de marketing e passa a construir valor para a marca."
Tendência deve alcançar outros grandes eventos
Na avaliação da WC&A Partners, esse comportamento deve se repetir em eventos como Olimpíadas, Fórmula 1, festivais de música e Carnaval.
"O esporte continua sendo o protagonista, mas a atenção do público hoje é construída por diferentes narrativas. As marcas que entendem essa dinâmica deixam de interromper a conversa e passam a fazer parte dela", conclui o especialista.
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