Saúde • 14:46h • 07 de fevereiro de 2026
Brasil pode chegar a 1,8 milhão de casos prováveis de dengue até 2026, aponta estudo
Projeção de pesquisa internacional acende alerta para sinais menos conhecidos da doença, incluindo manifestações na cavidade oral, que podem indicar agravamento do quadro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Arquivo/Âncora1
O Brasil poderá registrar até 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026, segundo estimativa do projeto internacional IMDC, desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e a Fundação Getulio Vargas. O dado reforça a preocupação de especialistas em saúde diante do avanço da doença, especialmente durante os meses mais quentes, e amplia o alerta para sinais que vão além dos sintomas tradicionalmente associados à dengue.
Além da febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele e fadiga, a dengue pode provocar manifestações na cavidade oral, ainda pouco divulgadas e frequentemente confundidas com problemas bucais comuns. Essas alterações podem surgir durante a infecção e se intensificar no período pós-dengue, quando o sistema imunológico permanece fragilizado.
Em quadros mais graves da doença, anteriormente conhecidos como dengue hemorrágica, é possível observar sangramentos nas gengivas, boca seca e lesões como úlceras e áreas de vermelhidão. Esses sinais estão associados à redução das plaquetas e ao aumento da permeabilidade vascular, características desse estágio da infecção. Para o cirurgião-dentista e especialista em Saúde Coletiva da Neodent, João Piscinini, a atenção à saúde bucal pode ajudar na identificação precoce dessas alterações, sobretudo quando aparecem associadas a outros sintomas sistêmicos.
O especialista explica que doenças como gengivite e periodontite podem intensificar processos inflamatórios e sobrecarregar o sistema imunológico, elevando os riscos para pacientes com dengue. Nesse contexto, manter o acompanhamento odontológico e a higiene bucal adequada passa a ser um cuidado ainda mais relevante durante e após a infecção.
Nos casos mais leves, conhecidos como dengue clássica, o tratamento costuma envolver hidratação intensa e uso de medicamentos conforme orientação médica. Ainda assim, os profissionais de saúde reforçam que a prevenção segue como principal estratégia, com ações simples como eliminar recipientes que acumulam água parada, reduzindo a proliferação do mosquito transmissor.
Cuidados com a saúde bucal após a dengue
Para pacientes que apresentam manifestações bucais relacionadas à dengue, o acompanhamento odontológico no período pós-tratamento é considerado fundamental. Visitas regulares ao dentista permitem monitorar possíveis lesões e receber orientações específicas para cada caso. Práticas como escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, utilizar fio dental diariamente e evitar traumas na mucosa oral contribuem para a recuperação da saúde bucal.
Especialistas destacam que esse cuidado não se limita à relação com a dengue, mas também auxilia na prevenção e no controle de outras doenças. Em situações que exigem atenção especial, como o uso de próteses dentárias ou aparelhos ortodônticos, a higiene pode se tornar mais complexa. No caso dos aparelhos fixos, o acúmulo de resíduos alimentares e placa bacteriana tende a ser maior.
Diante da projeção de crescimento dos casos de dengue no país, especialistas reforçam que a atenção aos sinais menos evidentes da doença e o cuidado integral com a saúde, incluindo a bucal, podem fazer diferença na identificação precoce de complicações e na recuperação dos pacientes.
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