Saúde • 19:19h • 05 de maio de 2026
Brasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028
Estimativa do Inca reforça avanço da doença e importância do diagnóstico precoce
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Experta Media | Foto: Divulgação
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O dado reforça o avanço da doença no país, que já figura entre as principais causas de adoecimento e morte, aproximando-se das doenças cardiovasculares.
Entre os homens, os tipos mais frequentes são os cânceres de próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Entre as mulheres, predominam os de mama (30%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%). O câncer de pele não melanoma segue como o mais incidente em ambos os sexos.
O que é o câncer e como ele se desenvolve
O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células no organismo. Em condições normais, o corpo controla a divisão e a morte celular. Quando esse mecanismo falha, células anormais passam a se multiplicar sem controle, podendo formar tumores ou afetar sistemas como o sangue, no caso das leucemias.
Com o avanço da doença, algumas células podem se espalhar para outras partes do corpo por meio da corrente sanguínea ou do sistema linfático, processo conhecido como metástase. Essa é uma das principais características dos tumores malignos.
A origem do câncer está associada a alterações no DNA, que podem ocorrer ao longo do tempo por fatores genéticos ou pela exposição a agentes carcinogênicos, como radiação, substâncias químicas e alguns vírus.

Prevenção e diagnóstico precoce
Diante do aumento projetado de casos, especialistas reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce são decisivos para reduzir a mortalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, hábitos saudáveis e exames regulares aumentam as chances de identificar a doença em estágios iniciais, quando as possibilidades de tratamento e cura são maiores.
Entre as principais estratégias estão a realização de exames de rastreamento, como mamografia, Papanicolau e colonoscopia, além da vacinação contra o HPV. Para grupos de risco, podem ser indicados exames específicos, conforme avaliação médica.
Mudanças no estilo de vida também têm impacto direto na prevenção. Manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo, reduzir o consumo de álcool e controlar o peso corporal são medidas recomendadas.
Segundo o Inca, o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão e está associado a diversos outros tipos da doença. Já a Organização Pan-Americana da Saúde aponta que cerca de um terço dos casos de câncer poderia ser evitado com a redução dos principais fatores de risco.
Embora o diagnóstico ainda gere preocupação, o avanço da medicina tem ampliado as chances de tratamento eficaz, especialmente quando a doença é identificada precocemente. A orientação é procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes e manter o acompanhamento regular de saúde.
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