• Vocem é derrotado por 3 a 1 após sofrer gol nos minutos finais
  • Região de Assis registra 5 colisões contra postes em menos de duas semanas
  • Feira da Família em Tarumã terá show de Maylon e Elton na quinta-feira
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 11:03h • 13 de novembro de 2024

Brasil recebe certificado de país livre da elefantíase

Três países nas Américas ainda são considerados endêmicos para doença

Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em seu discurso, Jarbas Barbosa disse que eliminar doenças passíveis de erradicação deve ser estratégia prioritária.
Em seu discurso, Jarbas Barbosa disse que eliminar doenças passíveis de erradicação deve ser estratégia prioritária.

O Brasil recebeu na segunda-feira (11) o certificado de país livre da filariose linfática, doença popularmente conhecida como elefantíase. O documento foi entregue ao governo brasileiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante cerimônia na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília.

“Eliminar uma doença é um esforço muito grande por conta das relações entre algumas doenças e a pobreza, uma relação de círculo vicioso. São os mais pobres os que mais adoecem e, quando eles adoecem, se tornam ainda mais pobres. Perdem produtividade, a família tem mais despesas para levar à unidade de saúde, à reabilitação”, avaliou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa.

Em seu discurso, Jarbas Barbosa disse que eliminar doenças passíveis de erradicação deve ser estratégia prioritária. “Não é só sobre saúde pública. Estamos falando de um imperativo ético e moral. Se temos as ferramentas para eliminar uma doença, temos que identificar onde estão as pessoas acometidas, quais são as barreiras que existem, desenvolver novas estratégias”, afirmou.

“Para que a gente consiga remover as barreiras e fazer com que as pessoas se beneficiem das inovações que vão sendo desenvolvidas”, disse, ao citar como exemplo novos medicamentos, vacinas, testes laboratoriais ou mesmo maneiras diferentes de organizar os serviços, de forma que haja mais acesso.

“É um parabéns e um desafio. Como foi possível eliminar a filariose, é possível eliminar oncocercose, tracoma, avançar muito com a tuberculose, com o HIV. Acho que o Brasil tem todas as condições de continuar sendo esse líder regional”, completou Jarbas, destacando o compromisso de estados e municípios e também de instituições acadêmicas e científicas.

Durante a cerimônia, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou que doenças como a filariose linfática não apenas refletem as desigualdades sociais como causa, como também reforçam as condições de pobreza. “São causas e são efeitos ao mesmo tempo. Por isso, esse momento é tão especial."

“Pessoas afetadas pela filariose linfática, é a essas pessoas que dedicamos esse certificado. É a essas pessoas que esperamos poder resgatar, de alguma forma, uma dívida histórica neste país que é a dívida de cuidar, de não permitir as chamadas doenças da pobreza – e não são doenças da pobreza, são doenças da omissão, da falta de cuidado”, acrescentou.

Entenda

Considerada uma das maiores causas globais de incapacidade permanente ou de longo prazo, a filariose linfática ou elefantíase permanecia endêmica no Brasil apenas na região metropolitana do Recife, incluindo Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista. Segundo o Ministério da Saúde, o último caso confirmado foi registrado em 2017.

Causada pelo verme nematoide Wuchereria Bancrofti, a doença é transmitida pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus, conhecido como pernilongo ou muriçoca, infectado com larvas do parasita. Entre as manifestações clínicas mais importantes estão edemas ou acúmulo anormal de líquido nos membros, nos seios e na bolsa escrotal.

Cenário global

De acordo com a OMS, o Brasil se une a mais 19 países e territórios também certificados pela eliminação da filariose linfática como problema de saúde pública: Malawi, Togo, Egito, Iêmen, Bangladesh, Maldivas, Sri Lanka, Tailândia, Camboja, Ilhas Cook, Quiribati, Laos, Ilhas Marshall, Niue, Palau, Tonga, Vanuatu, Vietnã e Wallis e Futuna.

Nas Américas, três países permanecem classificados pela entidade como endêmicos para a doença: República Dominicana, Guiana e Haiti. De acordo com a OMS, nesses países, é necessária a administração em massa de medicamentos capazes de interromper a transmissão da doença.

Dados da OMS mostram que, em 2023, 657 milhões de pessoas em 39 países e territórios viviam em áreas onde é recomendado tratamento em massa contra a filariose linfática. A estratégia consiste na administração de quimioterapia preventiva para interromper a infecção. A meta definida pela OMS é eliminar pelo menos 20 doenças tropicais negligenciadas até 2030.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 08:08h • 19 de março de 2026

Boletim agroclimatológico do Inmet indica queda na umidade do solo na região de Assis até maio

Boletim aponta redução gradual da umidade do solo e alerta para impacto nas lavouras da segunda safra

Descrição da imagem

Economia • 07:31h • 19 de março de 2026

Receita divulga datas de restituição de IR; 1º lote sai em 29 de maio

Contribuintes acima de 80 anos têm prioridade

Descrição da imagem

Esporte • 22:23h • 18 de março de 2026

Vocem é derrotado por 3 a 1 após sofrer gol nos minutos finais

Equipe de Assis reage no segundo tempo, mas sofre gol no fim e amarga mais um resultado negativo

Descrição da imagem

Economia • 21:34h • 18 de março de 2026

Petróleo dispara e pode pressionar preços no Brasil nas próximas semanas

Barril do Brent se aproxima dos US$ 110 e já provoca efeitos em combustíveis, alimentos e cadeias logísticas internacionais

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 20:20h • 18 de março de 2026

Jogos online são a principal forma de lazer entre adolescentes no Brasil

Pesquisa com mais de 2,3 milhões de estudantes revela hábitos fora da escola e reforça desafios sobre uso equilibrado da tecnologia

Descrição da imagem

Saúde • 19:31h • 18 de março de 2026

Dormir bem pode aumentar a expectativa de vida em até 4 anos, apontam estudos

Alta incidência de distúrbios do sono no Brasil acende alerta para saúde e reforça papel de hábitos como atividade física regular

Descrição da imagem

Economia • 18:25h • 18 de março de 2026

Mercado Pago recupera R$ 139 milhões em dívidas com estratégia digital de renegociação

Valor mais que dobra em um ano após integração com plataforma da Serasa, que ampliou alcance e facilitou acordos com consumidores

Descrição da imagem

Classificados • 17:31h • 18 de março de 2026

Guyp e LinkedIn: qual a diferença e por que você precisa usar os dois

Enquanto o Guyp foca em processos seletivos estruturados, o LinkedIn se consolida como ferramenta estratégica de visibilidade, networking e posicionamento profissional

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar