Educação • 14:07h • 02 de outubro de 2026
Brasil reduz número de jovens que não estudam nem trabalham, mas índice ainda é de 22,4%
Percentual entre pessoas de 18 a 24 anos caiu 4,4 pontos em oito anos, quase o dobro da redução média registrada pela OCDE no mesmo período
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
A parcela de jovens brasileiros de 18 a 24 anos que não estudam, não trabalham nem participam de treinamento ou formação caiu de 26,8% em 2016 para 22,4% em 2024. A redução de 4,4 pontos percentuais aparece no relatório Panorama da Educação 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e representa uma melhora no período, embora mais de um em cada cinco jovens ainda estivesse nessa condição no país.
O recuo brasileiro foi superior à redução média registrada pela OCDE. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a queda de 4,4 pontos no Brasil foi quase o dobro dos 2,3 pontos observados, em média, entre os países analisados no mesmo período.
Outro avanço ocorreu entre brasileiros de 25 a 34 anos sem o ensino médio completo. A proporção caiu de 35% em 2016 para 26% em 2024, redução de 9 pontos percentuais. Apesar da melhora, o índice brasileiro permanece acima dos 12% registrados, em média, nos países da OCDE.
Abandono do ensino médio ainda atinge 20%
O relatório aponta que 20% dos estudantes que ingressam no ensino médio no Brasil abandonam essa etapa sem concluí-la. Entre os novos alunos, 79% conseguem terminar o ensino médio em até dois anos depois do tempo regular previsto, abaixo da média de 85% observada entre os países analisados.
Há também diferença entre homens e mulheres. No Brasil, as mulheres têm probabilidade 7 pontos percentuais maior de concluir o ensino médio do que os homens, diferença superior à encontrada na maioria dos países com dados disponíveis no levantamento.
Na transição após os anos finais do ensino fundamental, 87% dos estudantes brasileiros seguem para o ensino médio, 4% repetem o último ano e 8% deixam o sistema formal de ensino. Nos 22 países e economias com informações disponíveis para essa comparação, a média de jovens que não seguem para o ensino médio é de 5%.
Ensino superior ainda distancia Brasil da média da OCDE
A diferença aumenta quando o levantamento chega ao ensino superior. Em 2024, 22% dos brasileiros de 25 a 64 anos tinham graduação completa. A média entre os países da OCDE era de 43%, praticamente o dobro do percentual brasileiro.
Já entre adultos de 25 a 64 anos com ensino médio completo, o Brasil aparece próximo da média internacional: 40%, diante de 39% nos países da OCDE.
O MEC relaciona parte dos avanços recentes a políticas como o Pé-de-Meia, voltado à permanência e conclusão do ensino médio público, e o Bolsa Família. Os dados brasileiros utilizados no Panorama da Educação são provenientes de fontes como o Censo Escolar, Censo da Educação Superior, IBGE e Capes.
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