Responsabilidade Social • 16:23h • 17 de outubro de 2026
Brasileiros querem adotar mais animais, porém custos e histórico médico ainda pesam na decisão
Pesquisa com 26 mil pessoas em 14 mercados mostra que 19% dos brasileiros estão prontos para adotar um pet, enquanto dúvidas sobre histórico médico, custos e adaptação ainda dificultam a decisão
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Weber | Foto: Divulgação
O Brasil lidera a disposição para adotar animais de estimação entre os 14 mercados avaliados em uma pesquisa global realizada pela Mars, em parceria com a Censuswide. Segundo o levantamento, divulgado em outubro de 2026, 19% dos brasileiros entrevistados afirmam estar prontos para adotar um cão ou gato, percentual superior à média global de 12%. Apesar do interesse, preocupações com a saúde dos animais, despesas e adaptação à rotina ainda representam obstáculos para quem deseja receber um pet em casa.
A terceira edição da pesquisa ouviu 26 mil pessoas e identificou que 76% dos brasileiros afirmam compreender como funciona o processo de adoção, contra 64% na média internacional. Entretanto, um em cada cinco entrevistados no país considera que o acesso à orientação especializada aumentaria sua confiança para tomar essa decisão.
A principal preocupação apontada pelos brasileiros é o desconhecimento sobre a saúde e o histórico médico do animal, mencionado por 36% dos participantes. A convivência com outros pets também aparece entre os desafios, citada por 21% dos entrevistados.
Essa preocupação é maior entre os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, 25% consideram a integração com outros animais uma dificuldade, percentual que chega a 26% entre pessoas de 25 a 34 anos. Já entre os entrevistados com 55 anos ou mais, o índice cai para 15%.
Veterinários são referência para tutores brasileiros
O levantamento mostra que 68% dos tutores brasileiros confiam nos médicos-veterinários para receber orientações sobre alimentação dos animais, proporção superior à média global de 57%.
A experiência anterior com adoção também varia conforme a idade. Entre os brasileiros de 25 a 34 anos, 65% afirmam já ter adotado um animal de abrigo ou organização não governamental. Entre aqueles com 55 anos ou mais, o percentual é de 40%.
Para Katia Souza, diretora de Assuntos Corporativos da Mars Pet Nutrition no Brasil, a disposição para adotar precisa ser acompanhada de informações que ajudem as famílias a compreender as necessidades dos animais.
"A adoção responsável começa antes mesmo da chegada do pet à nova casa", destaca a executiva, ao defender maior acesso à orientação durante o processo.
Rotina de trabalho e espaços para pets também influenciam a decisão
O Brasil apresentou os maiores percentuais entre os mercados pesquisados em relação à importância de mudanças na rotina de trabalho e na estrutura das cidades para facilitar a convivência com animais.
Para 24% dos brasileiros, a possibilidade de trabalho flexível ajudaria nos cuidados com os pets, enquanto 27% gostariam de contar com mais espaços de lazer que permitissem a presença de animais. As médias globais são de 19% e 17%, respectivamente.
Os resultados indicam que, embora a intenção de adoção seja elevada no país, fatores como acompanhamento veterinário, condições financeiras, disponibilidade de tempo e adaptação ao ambiente familiar continuam importantes para que a decisão seja responsável.
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