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Economia • 10:16h • 11 de setembro de 2025

Brasileiros têm dinheiro esquecido em bancos

Mais de 48 milhões de pessoas ainda podem ter acesso ao dinheiro

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

O dinheiro pode ser resgatado de duas formas: a primeira é entrar diretamente em contato com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo Sistema de Valores a Receber.
O dinheiro pode ser resgatado de duas formas: a primeira é entrar diretamente em contato com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo Sistema de Valores a Receber.

Em julho de 2025, os brasileiros sacaram R$ 310,36 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, segundo o Banco Central (BC). Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), já foram devolvidos R$ 11,34 bilhões a clientes, mas ainda há R$ 10,70 bilhões disponíveis para saque.

O SVR é a ferramenta do BC que permite consultar se uma pessoa física, jurídica ou até mesmo um falecido tem dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras ou corretoras. A consulta é gratuita e pode ser feita apenas com CPF e data de nascimento ou, no caso de empresas, com CNPJ e data de abertura.

Para sacar os valores, é necessário fazer login com a conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e com verificação em duas etapas ativada.

Como resgatar

  1. O dinheiro pode ser retirado de duas formas:
  2. Direto com a instituição responsável pelo valor;

Pelo próprio SVR, fazendo a solicitação no sistema.

Desde maio, o sistema também oferece a solicitação automática para pessoas físicas que tenham chave Pix do tipo CPF. Nesse caso, sempre que surgir um valor disponível, o depósito é feito diretamente na conta, sem necessidade de nova consulta.

Que recursos podem ser recuperados

  • Saldos de contas encerradas (corrente ou poupança);
  • Cotas e sobras de cooperativas de crédito;
  • Recursos não sacados de consórcios encerrados;
  • Tarifas e cobranças indevidas;
  • Parcelas de empréstimos ou financiamentos cobradas de forma incorreta;
  • Contas de pagamento encerradas;
  • Registros em corretoras e distribuidoras já fechadas;
  • Entre outros valores disponíveis para devolução.

Quantos já resgataram

Até julho, 32,3 milhões de beneficiários já haviam recuperado seus valores — sendo 29,3 milhões de pessoas físicas e 3 milhões de pessoas jurídicas. No entanto, 52,6 milhões de correntistas ainda não fizeram o saque.

A maioria tem direito a quantias pequenas:

  • Até R$ 10: 64,49% dos casos;
  • Entre R$ 10,01 e R$ 100: 23,89%;
  • Entre R$ 100,01 e R$ 1 mil: 9,82%;
  • Acima de R$ 1 mil: apenas 1,8%.

Atenção a golpes

O BC alerta que não envia links nem faz contato para confirmar dados pessoais. Os serviços do SVR são 100% gratuitos e só a instituição listada na consulta pode falar com o cidadão. Senhas e informações sigilosas nunca devem ser compartilhadas.

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