Segurança Pública • 18:58h • 06 de outubro de 2026
BRAvO estreia com 34 prisões e mais de 3 mil abordagens em uma semana
BRAvO desloca equipes conforme mapas de criminalidade e dados do Muralha Paulista; em uma semana, mais de 3,1 mil pessoas foram abordadas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A Polícia Militar de São Paulo colocou em operação um novo modelo de policiamento que combina análise de dados, concentração de efetivo e deslocamento por motocicletas para reforçar áreas com maior incidência de roubos e furtos. O Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO) começou a atuar em 22 de setembro, na capital, com 250 policiais e 150 motos empregadas por dia.
Diferentemente de um batalhão territorial, as equipes não permanecem concentradas em uma única região. O efetivo é direcionado de acordo com indicadores criminais, mapas de ocorrências e informações do Muralha Paulista, permitindo reforçar determinados pontos e horários conforme a necessidade identificada pela PM.
Nos primeiros sete dias, o BRAvO realizou mais de 3,1 mil abordagens e fiscalizou 1.659 veículos, sendo 1.167 motocicletas e 492 automóveis. As operações passaram pelas zonas Central e Sul da capital.
34 prisões na primeira semana
Segundo o balanço divulgado, 34 pessoas foram presas, das quais oito eram procuradas pela Justiça. Três veículos roubados ou furtados foram recuperados e cinco celulares foram apreendidos, além de drogas e R$ 5,2 mil em dinheiro.
As motocicletas foram escolhidas principalmente pela capacidade de deslocamento em congestionamentos, grandes avenidas, corredores urbanos, vias estreitas e pontos de acesso mais difícil para viaturas. O novo batalhão, entretanto, não substitui as demais modalidades de policiamento da PM.

Dependendo da operação, as motos podem circular com piloto e garupa. Os integrantes da unidade recebem preparação específica para pilotagem, procedimentos de abordagem e uso proporcional da força e também utilizam Câmeras Corporais Operacionais.
Dados ajudam a definir o destino das equipes
O planejamento considera principalmente registros de roubos e furtos, incluindo ocorrências em vias públicas, crimes contra veículos e casos de quebra de vidros. O Muralha Paulista, utilizado como uma das fontes para orientar as operações, reúne informações provenientes de 125,5 mil sensores e câmeras espalhados pelo estado.
A estrutura do BRAvO também permite mobilizar policiais e equipamentos de diferentes unidades para uma operação específica e posteriormente devolvê-los às suas bases. O modelo reúne experiências de modalidades como ROCAM, BAEP, Força Tática e policiamento de trânsito.
Para ampliar a frota, foram adquiridas inicialmente 140 motocicletas, com investimento de aproximadamente R$ 5,7 milhões, além de veículos que já pertenciam à corporação. A previsão apresentada pela PM é comprar outras 450 motos até o fim de 2026. A atuação inicial está concentrada na capital paulista.
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