• De auxiliar de logística a operador de caixa, confira mais de 300 vagas de emprego no interior paulista
  • Mulheres MEIs terão prioridade em auxílio de R$ 5 mil e poderão ampliar seus negócios em 2027
  • Primeira infância sem planejamento em Assis expõe ausência de metas, comissão e prazos
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 10:43h • 21 de setembro de 2024

Butantan: entenda por que medicamentos biossimilares são eficazes para tratar doenças

Biossimilares são medicamentos biológicos já existentes com a proteção intelectual (patente) expirada, permitindo que outras empresas desenvolvam um remédio equivalente

Agência SP | Foto: Divulgação Butantan

Em parceria com a Sandoz, o Butantan produz anticorpos monoclonais, um tipo de biossimilar.
Em parceria com a Sandoz, o Butantan produz anticorpos monoclonais, um tipo de biossimilar.

Recentemente, o Instituto Butantan e a farmacêutica Sandoz do Brasil deram início ao processo de transferência de tecnologia do medicamento adalimumabe (contém biossimilares), um anticorpo monoclonal recomendado para doenças inflamatórias crônicas autoimunes, como artrite reumatoide e psoríase, e do trato gastrointestinal, como doença de Crohn e colite. Em 2022, foram entregues 400 mil unidades do fármaco ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, já dentro da parceria para a transferência tecnológica, foram encaminhados cerca de 500 mil medicamentos.

O adalimumabe da Sandoz é um biossimilar, conhecido pelo nome comercial ‘Hyrimoz’, que foi aprovado em 2020 no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele possui as mesmas indicações do remédio de referência, Humira, e foi aprovado em 2018 nos Estados Unidos, pela Food and Drug Administration (FDA), e na Europa, pela European Medicines Agency (EMA). Juntas, as agências já registraram mais de 100 biossimilares.

Mas, afinal, o que é um biossimilar?

Os biossimilares nada mais são do que fármacos semelhantes a um medicamento biológico já existente que teve a proteção intelectual (patente) expirada, permitindo que outras empresas desenvolvam um remédio equivalente. Segundo a Anvisa, responsável por conceder a autorização de uso para biossimilares no Brasil, a estratégia reduz custos e amplia a acessibilidade a tratamentos inovadores.

Assim como qualquer outro medicamento, antes de ser aprovado pelo órgão regulatório, este tipo de produto passa por rigorosos testes de qualidade, pré-clínicos e clínicos. O objetivo da avaliação minuciosa é comprovar sua similaridade com o fármaco de referência.

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo, publicada no JAMA Network Open, analisou 25 ensaios clínicos com dados de 10 mil pacientes com artrite reumatoide e mostrou que aqueles que usaram biossimilares tiveram respostas clínicas equivalentes às observadas em quem usou medicamentos originais. Outro estudo, publicado na revista Frontiers in Immunology por cientistas da Universidade do Sul da China, analisou os dados clínicos de sete biossimilares de adalimumabe, entre eles o Hyrimoz, e todos demonstraram eficácia, segurança e imunogenicidade comparáveis ao produto de referência.


Instalações da fábrica de Produção de Anticorpos Monoclonais (PAM) do Butantan. Foto: Marília Ruberti/Comunicação Butantan

Medicamentos biológicos e biossimilares

Os primeiros medicamentos biológicos surgiram na década de 1980. Os biossimilares, por sua vez, começaram a surgir a partir de 2010 – foi por volta deste ano que as patentes dos primeiros medicamentos biológicos expiraram (por norma internacional, a exclusividade de uma patente dura 20 anos).

Tanto medicamentos biológicos quanto biossimilares são fabricados usando organismos vivos, podendo ser derivados de plantas, animais, bactérias e seres humanos. Alguns exemplos desse tipo de produto são os anticorpos monoclonais, os hormônios, como insulina e hormônio do crescimento, e a heparina, que age como anticoagulante.

Esses remédios são usados para tratar um conjunto de enfermidades, como doenças inflamatórias crônicas autoimunes, doenças intestinais crônicas, diabetes, doença renal, esclerose múltipla, embolia pulmonar e alguns tipos de câncer, como de mama, pulmão e cólon.

Qual a diferença entre genérico e biossimilar?

Os genéricos são constituídos por pequenas moléculas sintetizadas quimicamente, ou seja, são idênticos ao fármaco de referência. Segundo o Ministério da Saúde, o genérico deve conter o mesmo princípio ativo, com dose, forma e via de administração iguais, e a mesma indicação terapêutica do medicamento original. Por se tratar de uma molécula sintética, que não varia ao longo do processo produtivo, é permitida a intercambialidade.

“A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico, é assegurada por testes de equivalência terapêutica, que incluem comparação in vitro, através dos estudos de equivalência farmacêutica, e in vivo, por meio dos estudos de bioequivalência apresentados à Anvisa”, informa o Ministério.

Já os biossimilares, de acordo com a FDA, são compostos por moléculas geralmente maiores e mais complexas, produzidas a partir de sistemas vivos, assim como os seus biológicos de referência. Por isso, existe a possibilidade de uma mínima variação natural dentro de um lote ou entre lotes (como pequenas diferenças na estrutura de proteínas, por exemplo). “Isso é verdade tanto para o biossimilar como para o produto original”, afirma a agência norte-americana.

Essas variações não têm impacto significativo na qualidade e segurança do produto devido ao seu criterioso processo de desenvolvimento e aprovação, de acordo com uma revisão publicada na Pharmaceuticals por pesquisadores da Universidade de Coimbra, de Portugal. Esse processo envolve análises detalhadas das características físicas, químicas e biológicas do medicamento, além de ensaios clínicos.

Para avaliar a substituição do biológico original pelo biossimilar, a Anvisa afirma que devem ser consideradas as especificidades e o estágio do tratamento do paciente, as características intrínsecas da resposta imune de cada indivíduo, e o acesso e o uso racional dos medicamentos. Assim, a intercambialidade deve ser feita sob avaliação médica.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 18:50h • 26 de outubro de 2026

Cientistas encontram 57 espécies desconhecidas no fundo do mar e uma delas foi apelidada de Loki

Pesquisa realizada na Argentina identificou também cinco novos gêneros de organismos, incluindo corais, pepinos-do-mar e pequenos crustáceos

Descrição da imagem

Cidades • 17:34h • 26 de outubro de 2026

Atenção, motoristas! SP-333 terá faixa interditada nesta terça-feira em Marília

Uma faixa e o acostamento serão bloqueados a partir das 9h, no sentido oeste da Rodovia Dona Leonor Mendes de Barros; motoristas devem redobrar a atenção

Descrição da imagem

Educação • 17:09h • 26 de outubro de 2026

Últimos dias para se inscrever no Vestibular FEMA 2027, que terá prova presencial em Assis

Prova será realizada em 12 de novembro, com 25 questões e redação; candidatos também poderão utilizar notas anteriores do Enem para concorrer às vagas

Descrição da imagem

Esporte • 16:10h • 26 de outubro de 2026

De derrotas para o pai ao título pan-americano, conheça a brasileira que desafiará o mundo nas damas

Carla Calazans conquistou seu oitavo ouro nos Jogos Abertos do Interior, soma 14 medalhas na competição e se prepara para disputar o Mundial de 2027, na Holanda

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 15:31h • 26 de outubro de 2026

Cetesb reúne 13 mil locais de descarte e abre cadastro para empresas de Assis e região

Ferramenta gratuita permite localizar locais de descarte pelo endereço ou CEP; empresas de Assis e região também podem cadastrar pontos de coleta

Descrição da imagem

Classificados • 14:55h • 26 de outubro de 2026

Ourinhos lidera oferta de estágios, e Assis tem seis oportunidades no boletim do CIEE desta segunda

Oportunidades estão distribuídas entre Assis, Maracaí, Marília, Ourinhos, Pedrinhas Paulista e Presidente Prudente, com destaque para estudantes do ensino médio e da área administrativa

Descrição da imagem

Mundo • 14:05h • 26 de outubro de 2026

Poupatempo completa 29 anos com 630 milhões de atendimentos e serviços em todas as cidades de SP

Programa reúne 244 postos fixos, 900 totens e mais de 4 mil serviços; unidades móveis também levam atendimento a municípios menores e comunidades afastadas

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 13:21h • 26 de outubro de 2026

Polilaminina vira alvo de polêmica e Anvisa revela que estudo autorizado há 10 meses ainda não começou

Agência rebate declarações da pesquisadora Tatiana Sampaio, aponta falta de dados sobre segurança da substância e esclarece os motivos da demora na autorização dos testes clínicos

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos