Economia • 19:36h • 31 de março de 2026
Caiu em golpe no Pix? Nova regra permite rastrear dinheiro e devolver valores em até 11 dias
Mudança obrigatória desde fevereiro de 2026 amplia alcance do sistema e tenta reduzir perdas bilionárias com fraudes digitais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da BRSA Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Uma nova regra do Banco Central passou a permitir que vítimas de golpes no Pix tenham o dinheiro rastreado e devolvido em até 11 dias após a contestação. A medida, obrigatória desde fevereiro de 2026, atualiza o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) e busca enfrentar o avanço das fraudes no sistema de pagamentos.
Os números mostram a dimensão do problema. Em 2024, o Brasil registrou 4,7 milhões de golpes envolvendo Pix, com prejuízo total de R$ 6,5 bilhões. O volume representa crescimento de cerca de 80% em relação ao ano anterior, enquanto a devolução de valores ainda é baixa.
A principal mudança do novo sistema está na forma de rastreamento do dinheiro. Antes, o bloqueio só era possível na conta que recebia o valor inicialmente. Com isso, criminosos conseguiam transferir rapidamente os recursos para outras contas, dificultando a recuperação.
Agora, o sistema passa a acompanhar o caminho do dinheiro em cadeia, permitindo bloqueios ao longo de diferentes contas por onde o valor circulou. A contestação pode ser feita diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de ligação para atendimento.
Especialistas avaliam que a mudança pode reduzir em até 40% os golpes considerados bem-sucedidos, principalmente aqueles que dependem da velocidade das transferências para ocultar os valores.
Apesar do avanço, o cenário das fraudes ainda apresenta desafios. Grande parte dos casos atuais ocorre quando a própria vítima realiza a transferência após ser enganada, em situações de manipulação ou pressão. Esse tipo de golpe dificulta a atuação de sistemas tradicionais de segurança.
O Pix segue como principal meio de pagamento no país. Em 2025, movimentou R$ 35,4 trilhões em quase 80 bilhões de transações, consolidando sua presença no dia a dia dos brasileiros.
Diante desse cenário, a recomendação é manter atenção redobrada. Evitar transferências sob urgência, confirmar dados antes de enviar valores e desconfiar de abordagens suspeitas continuam sendo medidas essenciais para reduzir riscos.
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