Saúde • 07:37h • 24 de fevereiro de 2026
Calor intenso aumenta risco de desidratação em quem usa remédios psiquiátricos
Para driblar o problema, a orientação é ingerir água com frequência e de modo fracionado, mesmo sem sede
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
As altas temperaturas do início do ano oferecem mais risco de desidratação a pessoas que tomam medicamentos psiquiátricos. Segunda pesquisa realizada pelo Instituto Cactus, em 2023, 1 a cada 6 brasileiros faz uso de remédio para problemas emocionais. Os psicofármacos influenciam na sede e em outras atividades relacionadas à hidratação do corpo. O quadro pode ser revertido com a ingestão imediata e fracionada de líquido. Em casos graves, hidratação intravenosa pode ser necessária. Devem se atentar mais à hidratação, quem está em tratamento com estabilizadores do humor, antipsicóticos e antidepressivos tricíclicos.
Os medicamentos psiquiátricos têm ativos químicos que interferem na regulação da sede, equilíbrio hidroeletrolítico, função renal e temperatura corporal. Esse impacto é piorado pelas altas temperaturas comuns durante as estações mais quentes e ondas de calor. São sintomas do quadro: sede intensa ou nenhuma; fraqueza; dor de cabeça; tontura; boca seca; urina escura; confusão mental; lentidão cognitiva; irritabilidade; agitação; piora da ansiedade; sonolência; indisposição; em casos graves, podem correr delírio, hipotensão e taquicardia.
As altas temperaturas também intensificam os efeitos colaterais dos medicamentos psiquiátricos. Para driblar o problema, a principal orientação é manter a ingestão de água contínua e fracionada, mesmo sem sede. Outras orientações importantes são evitar a exposição prolongada e a prática esportiva no calor intenso, além de reduzir o esforço físico nesses momentos. Caso os sintomas do quadro permaneçam ou piorem, a avaliação médica é obrigatória.
Segundo o chefe do setor de psiquiatria do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Dr. Michel Haddad, muitas vezes os sintomas são atribuídos a condições psiquiátricas ou aos efeitos colaterais do medicamento. “Esse quadro é relativamente comum e frequentemente subdiagnosticado, durante períodos de calor intenso, especialmente em: idosos, pacientes com transtornos mentais graves e pessoas em uso de múltiplos medicamentos”, explica o especialista.
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