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Educação • 12:28h • 23 de junho de 2026

Carro invade área de convivência e deixa dezenas de vítimas em simulação que mobiliza a FEMA

Treinamento reuniu estudantes, residentes, professores, bombeiros e equipes de apoio em uma atividade realista que colocou futuros profissionais da saúde diante de situações críticas de emergência

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Âncora1®

Simulação de acidente mobiliza mais de 100 pessoas e transforma a FEMA em cenário de resgate de alta complexidade
Simulação de acidente mobiliza mais de 100 pessoas e transforma a FEMA em cenário de resgate de alta complexidade

A tarde da segunda-feira (22) foi marcada por uma das atividades práticas mais impactantes do calendário acadêmico da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA). Por volta das 14h, estudantes de Medicina, Fisioterapia, residentes, professores, avaliadores e equipes de apoio participaram de uma grande simulação de acidente com múltiplas vítimas, em uma mega operação que mobilizou quase 100 pessoas dentro do campus.

A atividade reproduziu um cenário de alta complexidade: um veículo teria perdido o controle, invadido uma área de convivência próxima à cantina, atingido mesas, pedestres e colidido violentamente contra uma árvore. O resultado da simulação foi um cenário com diversas vítimas em diferentes níveis de gravidade, exigindo uma resposta rápida, organizada e tecnicamente precisa das equipes envolvidas.


Realismo impressionou quem acompanhou a atividade

Logo ao chegar ao local, era possível visualizar um cenário que lembrava uma ocorrência real. O veículo apresentava danos severos, havia fumaça saindo da parte frontal do automóvel e vítimas espalhadas pela área, algumas conscientes, outras inconscientes, além de pessoas com ferimentos simulados e fraturas expostas.


Os estudantes que interpretaram as vítimas receberam previamente informações sobre os traumas que deveriam representar durante o treinamento. Alguns podiam caminhar e buscar ajuda por conta própria. Outros precisavam permanecer imóveis, aguardando atendimento.

Havia ainda vítimas presas nas ferragens, exigindo procedimentos mais complexos de resgate.


Essa preparação permitiu que a simulação reproduzisse com fidelidade os desafios encontrados em acidentes reais, criando um ambiente de aprendizado extremamente próximo da realidade enfrentada por profissionais de emergência.

Triagem é uma das etapas mais importantes do atendimento

Um dos principais objetivos da atividade foi treinar a chamada triagem de múltiplas vítimas, procedimento fundamental em situações que envolvem grande número de feridos.


Quando equipes de resgate chegam a uma ocorrência desse tipo, não é possível atender todos simultaneamente. Por isso, é necessário identificar rapidamente quais vítimas precisam de atendimento imediato, quais podem aguardar alguns minutos e quais apresentam ferimentos mais leves.


Durante a simulação, os participantes precisaram avaliar cada caso, classificar os pacientes conforme a gravidade e encaminhá-los para áreas específicas de atendimento montadas no local preenchendo um checklist.


Tendas identificadas por cores ajudaram na organização dos atendimentos, reproduzindo protocolos utilizados em grandes ocorrências e desastres.

A dinâmica exigiu tomada de decisão rápida, trabalho em equipe e comunicação eficiente entre os participantes.

Bombeiros realizaram desencarceramento das vítimas

Entre os momentos mais marcantes do treinamento esteve a atuação da equipe do Corpo de Bombeiros.

Para aumentar o grau de realismo da atividade, algumas vítimas foram posicionadas dentro do veículo, simulando pessoas presas nas ferragens após a colisão.


Os bombeiros utilizaram equipamentos de resgate para cortar partes da estrutura do automóvel, remover portas e criar acesso seguro aos ocupantes.

A operação reproduziu exatamente os mesmos procedimentos adotados em acidentes reais, permitindo que os estudantes acompanhassem de perto uma das etapas mais delicadas do atendimento pré-hospitalar.


A cena chamou a atenção pela riqueza de detalhes e pela integração entre os profissionais responsáveis pelo resgate e os estudantes envolvidos na atividade.

Aprendizado vai muito além da sala de aula

Embora o cenário fosse simulado, os desafios enfrentados pelos participantes exigiam raciocínio clínico, organização e capacidade de resposta semelhantes às situações reais.

A proposta permitiu que os estudantes colocassem em prática conhecimentos adquiridos ao longo da graduação, exercitando desde a avaliação inicial das vítimas até procedimentos de estabilização e encaminhamento para continuidade do atendimento.


Após a triagem realizada na FEMA, a dinâmica previa a continuidade do fluxo assistencial, reproduzindo o encaminhamento dos pacientes para unidades de saúde, UPA, Hospitais e outros pontos de atendimento, demonstrando que o cuidado em emergências envolve uma rede integrada de profissionais e serviços.

Formação profissional ganha dimensão prática

Atividades como essa representam uma das etapas mais importantes da formação na área da saúde.

Ao vivenciar situações próximas da realidade, os estudantes têm a oportunidade de identificar dificuldades, aprimorar protocolos e desenvolver habilidades que serão essenciais na futura atuação profissional.


Mais do que ensinar técnicas, o treinamento estimula liderança, comunicação, trabalho em equipe e tomada de decisão sob pressão, competências indispensáveis para quem estará à frente do atendimento de pessoas em momentos críticos.

A mobilização de dezenas de estudantes, residentes, professores, avaliadores e equipes de emergência transformou a FEMA em um grande laboratório prático de aprendizagem, demonstrando a importância de unir teoria e prática na formação de profissionais preparados para os desafios da vida real.

Assista ao vídeo a seguir com a entrevista do Prof. Dr. Felipe Vicente


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