Ciência e Tecnologia • 08:43h • 06 de fevereiro de 2026
Casca de romã pode ajudar no tratamento de feridas na pele, aponta estudo
Material apresentou ação antimicrobiana contra patógeno de difícil tratamento, indica investigação de pesquisadores da Unicamp
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que um extrato feito a partir da casca de romã é capaz de combater microrganismos que causam infecções em feridas na pele. O estudo comprovou que a substância consegue inibir bactérias comuns, como a Staphylococcus aureus, e também a Pseudomonas aeruginosa, conhecida por ser mais resistente e difícil de tratar.
O trabalho contou com apoio da Fapesp e foi coordenado pelo pesquisador Mauricio Ariel Rostagno. A pesquisa foi realizada em quatro etapas. Primeiro, os cientistas testaram extratos obtidos de resíduos da indústria de alimentos, como cascas de frutas, folhas, sementes e até borra de café, para verificar quais tinham ação contra microrganismos presentes em feridas na pele.
Entre todos os materiais analisados, a casca de romã se destacou por apresentar a maior capacidade de combater bactérias. Ela também tem alta concentração de compostos antioxidantes, que ajudam a proteger as células. A partir disso, os pesquisadores usaram simulações em computador para escolher solventes menos agressivos ao meio ambiente e mais eficientes para extrair o principal composto da romã, o ácido elágico, conhecido pelo seu efeito antimicrobiano.
Depois dessa etapa, os novos extratos foram produzidos em laboratório e testados novamente para confirmar se a ação contra as bactérias havia aumentado. Os resultados confirmaram a eficácia do processo, segundo a equipe responsável pelo estudo.
Os dados foram publicados em uma revista científica internacional e indicam que a casca de romã pode ser usada no futuro no desenvolvimento de curativos inteligentes e outros produtos para a saúde. No entanto, os pesquisadores destacam que o estudo ainda está em fase de laboratório e que testes em seres vivos ainda serão realizados.
A ideia é criar uma alternativa natural aos antibióticos tradicionais, cujo uso excessivo tem causado resistência bacteriana. Além disso, a pesquisa busca dar um destino mais sustentável aos resíduos da indústria de alimentos, transformando esse material descartado em produtos úteis para a saúde.
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