Saúde • 11:04h • 08 de fevereiro de 2026
Casos de sarampo crescem 32 vezes nas Américas; OMS emite alerta
Apesar de ter 38 casos, Brasil é considerado país livre da doença
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O forte aumento dos casos de sarampo nas Américas levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), a emitir um alerta aos países da região. Entre 2024 e 2025, o número de registros da doença saltou de 446 para 14.891 casos, um crescimento de quase 23 vezes, com 29 mortes em 2025.
O avanço continua em 2026. Apenas em janeiro, foram registrados 1.031 casos, número quase 45 vezes maior do que o observado no mesmo mês de 2025. Até o momento, não há confirmação de mortes neste ano. A maior parte dos casos está concentrada na América do Norte, especialmente em México, Canadá e Estados Unidos, que juntos respondem por mais de 90% das notificações recentes.
Segundo a Opas, a maioria dos infectados não estava vacinada ou não tinha histórico vacinal conhecido. Diante desse cenário, a entidade avalia que o aumento dos casos representa um sinal de alerta e exige resposta imediata e coordenada dos países. Em novembro de 2025, a Opas retirou das Américas o certificado de região livre da transmissão do sarampo.
No Brasil, foram registrados 38 casos em 2025, a maioria sem vacinação e relacionada à importação do vírus. Em 2024, houve quatro casos, e em 2026 não há registros confirmados. Apesar do aumento, o país mantém o status de livre do sarampo, recuperado em 2024 após anos de circulação da doença.
Especialistas alertam que o surto em países vizinhos representa risco constante ao Brasil, devido ao intenso fluxo de pessoas. Por isso, reforçam a importância da vigilância ativa e de altas coberturas vacinais para evitar a transmissão sustentada da doença.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, que pode causar complicações graves e até levar à morte. A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema inclui duas doses da vacina tríplice viral, aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade.
Dados preliminares mostram que a cobertura vacinal no Brasil voltou a crescer em 2025, mas especialistas destacam que o ideal é alcançar 95% da população imunizada para evitar novos surtos. A Opas e o Ministério da Saúde recomendam reforçar a vacinação, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a casos suspeitos.
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