Mundo • 12:38h • 22 de julho de 2026
Cerol, linha chilena e linha indonésia: por que denunciar anúncios pode salvar vidas
Linhas cortantes são proibidas por lei; denunciar anúncios é uma forma de ajudar a evitar acidentes graves
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a temporada de pipas em alta, um problema antigo continua circulando livremente nas redes sociais: a venda de linhas com cerol, linha chilena e linha indonésia, materiais proibidos pela legislação brasileira e capazes de provocar acidentes graves, principalmente com motociclistas, ciclistas e pedestres.
Apesar de serem ilegais, esses produtos ainda são encontrados em anúncios publicados em plataformas digitais. O risco vai muito além da disputa entre pipas. Essas linhas podem funcionar como verdadeiras lâminas quando esticadas no ar, tornando-se praticamente invisíveis para quem passa pela rua e aumentando o potencial de ferimentos graves e até mortes.
Cerol, linha chilena e linha indonésia são proibidos
Embora muitas pessoas tratem os três materiais como semelhantes, cada um possui características próprias, mas todos apresentam alto risco.
A linha com cerol recebe uma mistura abrasiva aplicada sobre o fio para aumentar sua capacidade de cortar outras linhas durante as disputas entre pipas. O problema é que esse revestimento transforma o fio em uma superfície extremamente cortante.
Já a linha chilena utiliza uma composição ainda mais resistente, geralmente com minerais moídos, aumentando o poder de corte e tornando o material ainda mais perigoso.
A linha indonésia, que tem chamado atenção pelo crescimento das vendas, é produzida com material sintético tratado industrialmente com componentes químicos e abrasivos de alta dureza, oferecendo elevado poder de corte.
Por serem extremamente finas e difíceis de enxergar, essas linhas representam um risco constante para quem circula em vias públicas.
Motociclistas estão entre as principais vítimas
Os acidentes mais graves costumam envolver motociclistas, que podem atingir uma linha esticada sem conseguir percebê-la a tempo.
Em alta velocidade, o impacto pode provocar cortes profundos na região do pescoço, do rosto e das mãos. Ciclistas, pedestres e até crianças também estão sujeitos aos mesmos riscos quando essas linhas permanecem atravessadas em ruas, avenidas ou áreas de lazer.
Por esse motivo, diversos estados e municípios brasileiros proíbem a fabricação, comercialização, armazenamento e utilização desses materiais, prevendo inclusive multas e outras sanções.
Denunciar também é uma forma de proteger vidas
A presença desses anúncios nas redes sociais preocupa porque facilita o acesso a produtos ilegais que colocam terceiros em perigo.
Sempre que encontrar publicações oferecendo cerol, linha chilena ou linha indonésia, a orientação é utilizar as ferramentas de denúncia da própria plataforma e comunicar o caso às autoridades competentes, como a Polícia Militar, Guarda Municipal ou órgãos de fiscalização locais.
Embora nem sempre exista uma categoria específica para esse tipo de infração nas plataformas digitais, registrar a denúncia e informar as autoridades contribui para identificar vendedores e reduzir a circulação desses materiais.
Mais do que uma infração, a comercialização dessas linhas representa um risco coletivo. Denunciar anúncios ilegais é uma atitude de responsabilidade social que pode evitar acidentes e preservar vidas.
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