Ciência e Tecnologia • 17:23h • 25 de julho de 2026
ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity deram respostas diferentes para a mesma pergunta; o que isso revela?
Professor da ESPM comparou respostas de Inteligências Artificiais e concluiu que presença digital varia entre as plataformas; estudo destaca os fatores que influenciam as recomendações
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da WS Labs | Foto: Arquivo/Âncora1
Uma mesma pergunta feita a diferentes inteligências artificiais pode gerar respostas completamente distintas. Foi o que mostrou um experimento realizado por Wilson Silva, professor de SEO e GEO no curso de Administração da ESPM São Paulo e CEO da WS Labs. Ao perguntar às plataformas quais seriam as melhores lojas de roupas masculinas em São Paulo, ele recebeu recomendações diferentes de ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity, revelando como cada sistema seleciona as marcas que apresenta aos usuários.
No total, foram citadas 13 marcas, mas nenhuma apareceu em todas as respostas. O experimento foi divulgado no canal IA na Vida Real, no YouTube, e chama atenção para a crescente importância da presença digital na era das inteligências artificiais generativas.
Cada inteligência artificial pode recomendar empresas diferentes
Segundo Wilson Silva, o teste também mostrou que uma mesma IA pode fornecer listas diferentes quando recebe a mesma pergunta em momentos distintos.
Para o especialista, isso demonstra que as empresas não precisam mais pensar apenas em sua presença nos mecanismos de busca tradicionais, mas também em como são percebidas por diferentes plataformas de inteligência artificial.
"Não existe mais uma presença digital única. Existe a presença da sua marca no ChatGPT, no Gemini, no Perplexity, no Claude, e a empresa pode estar forte em uma e invisível nas outras", afirma.
Notícias recentes também podem influenciar recomendações
Durante o experimento, uma marca internacional passou a ser indicada por uma das plataformas após a publicação de uma notícia recente na imprensa.
Segundo Wilson Silva, esse tipo de situação representa um "sinal transitório", diferente da autoridade construída ao longo do tempo por empresas que mantêm presença consistente em veículos de comunicação, conteúdo próprio e estrutura técnica adequada.
"As IAs não leem certidão de nascimento. Leem sinais. Sinal se constrói, não se herda. Uma empresa de dois anos com os sinais certos passa na frente de uma de cinquenta sem presença digital", explica.
Sete fatores ajudam a explicar por que uma marca é citada
No vídeo, o professor apresenta os principais elementos que, segundo sua análise, aumentam as chances de uma empresa ser mencionada pelas inteligências artificiais.
Entre eles estão SEO técnico, autoria identificável, produção de conteúdo relevante, presença em fontes externas confiáveis, reputação digital, consistência nas publicações e clareza sobre a categoria em que a empresa atua.
Esses fatores fazem parte do conceito de Generative Engine Optimization (GEO), área voltada à otimização da presença de marcas em sistemas de inteligência artificial generativa.
Experimento convida empresas a testar sua própria presença digital
Ao final do vídeo, o especialista propõe que empresários e profissionais façam o mesmo teste com seus próprios segmentos de atuação.
A ideia é verificar se a empresa aparece nas respostas geradas por diferentes inteligências artificiais e compreender como sua presença digital está sendo interpretada por essas plataformas, que vêm ganhando espaço como ferramenta de busca e recomendação de produtos e serviços.
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