Responsabilidade Social • 15:11h • 30 de março de 2026
Chuvas aumentam risco de leptospirose em cães; entenda por que e como prevenir
Período chuvoso favorece contaminação por bactéria presente na urina de roedores; vacinação e cuidados no ambiente são essenciais para reduzir riscos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Edelman | Foto: Arquivo/Âncora1
O aumento das chuvas no fim do verão, conhecido pelas “águas de março”, eleva o risco de leptospirose em cães e também em humanos, segundo especialistas e dados do Ministério da Saúde. A doença, causada por bactérias do gênero Leptospira, tende a se espalhar com mais facilidade em períodos chuvosos, quando há maior presença de água contaminada em ruas, terrenos e áreas alagadas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra quase 3 mil casos da doença por ano, com mais de 200 mortes em humanos. Nos cães, a taxa de infecção pode chegar a 19,7%, o que reforça a preocupação em períodos de maior volume de chuva.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de roedores. Durante chuvas intensas, esse material pode se espalhar por poças, enchentes e áreas urbanas, aumentando o risco de exposição, especialmente durante passeios com os animais. Os cães ficam mais vulneráveis ao contato com ambientes contaminados, o que amplia a possibilidade de infecção.
Segundo Mariana Guedes, coordenadora de Serviços Técnicos de Animais de Companhia na Zoetis Brasil, a vacinação é uma das principais formas de proteção. Ela explica que a prevenção deve ser intensificada durante períodos chuvosos, quando o risco de exposição aumenta. A vacina múltipla V10 é indicada como uma das opções de proteção, pois inclui cobertura contra diferentes sorovares da bactéria, além de outras doenças importantes para os cães, como cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina.
Além da vacinação, especialistas recomendam medidas simples para reduzir o risco de contágio. Entre elas estão evitar o contato dos animais com água parada ou áreas alagadas, manter o ambiente limpo, descartar corretamente o lixo e adotar controle de roedores. Também é importante observar sinais clínicos nos animais, como apatia, febre e vômitos. Diante de qualquer alteração, a orientação é procurar atendimento veterinário o quanto antes.
Por se tratar de uma zoonose, a leptospirose representa risco não apenas para os animais, mas também para as pessoas. A prevenção, portanto, envolve cuidados integrados com o ambiente, os pets e a saúde pública. Com a tendência de eventos climáticos mais intensos e frequentes, o monitoramento e as ações preventivas ganham ainda mais relevância para evitar a disseminação da doença.
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