Saúde • 18:33h • 31 de julho de 2025
Cinco mitos sobre a vasectomia que ainda confundem muitos homens
Especialista esclarece dúvidas comuns sobre o procedimento, que cresceu 40% no Brasil após mudanças na lei
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SemFronteiras Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A vasectomia está ganhando cada vez mais espaço entre os métodos contraceptivos no Brasil, especialmente entre homens jovens. Dados do Ministério da Saúde revelam um aumento expressivo de 40% no número de procedimentos realizados entre 2022 e 2024, saltando de 67 mil para 95 mil casos entre homens com idades entre 21 e 30 anos. Parte desse crescimento se deve à mudança na legislação, que reduziu a idade mínima para o procedimento de 25 para 21 anos e ainda dispensou a necessidade de autorização da parceira.
Apesar da popularização, o tema ainda é cercado por dúvidas e desinformação. O urologista Pedro Henrique Moreira, que atende no centro clínico do Órion Complex, explica que a vasectomia é uma cirurgia simples, rápida e segura. "Ela dura de 20 a 30 minutos, com anestesia local e sedação. Em três dias o paciente pode retomar a rotina e, após cinco dias, voltar às atividades físicas", detalha o médico.
Moreira reforça que o efeito contraceptivo não é imediato. É necessário aguardar de 45 a 90 dias após a cirurgia para a realização do espermograma que confirma a ausência de espermatozoides. Até lá, o uso de métodos contraceptivos continua sendo indispensável.
Para esclarecer os equívocos mais comuns, o especialista respondeu cinco perguntas frequentes:
Vasectomia causa impotência sexual?
Não. A ereção não depende da bolsa testicular. O procedimento não interfere na potência sexual.
Quem faz vasectomia deixa de ejacular?
Também não. Apenas 10% a 15% do sêmen vem dos espermatozoides; o restante é produzido pela próstata e vesículas seminais. A ejaculação continua ocorrendo.
A vasectomia engorda?
Mito comum por associação com castração animal. Diferente de animais, a vasectomia não remove os testículos, apenas interrompe o canal deferente. Não há ligação com ganho de peso.
É 100% eficaz?
Quase. A taxa de eficácia é de 99,8%, mas o médico recomenda 40 ejaculações com preservativo antes do espermograma, para garantir que não restem espermatozoides.
Pode ser revertida?
Sim. A reversão é possível por meio de microcirurgia que reconecta os canais deferentes, permitindo o retorno da fertilidade.
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