Responsabilidade Social • 10:39h • 24 de julho de 2026
Circuito Integrado: veja como funciona atendimento móvel a mulheres
Serviço reúne acolhimento psicossocial, orientação jurídica, registro de ocorrência e encaminhamento à rede de proteção em um único local
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Mulheres em situação de violência podem contar com o atendimento do Circuito Integrado de Proteção às Mulheres, iniciativa do Governo de São Paulo que reúne, em uma unidade móvel, diversos serviços especializados para facilitar o acesso à rede de proteção. O objetivo é reduzir o número de deslocamentos, agilizar os encaminhamentos e evitar que a vítima precise repetir diversas vezes o relato da violência.
Coordenado pela Secretaria de Políticas para a Mulher, o programa integra profissionais das áreas de assistência social, segurança pública, Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário. A unidade percorre municípios do interior paulista que não possuem estrutura especializada de atendimento às mulheres.
Ao chegar ao local, a vítima é acolhida por uma equipe técnica e passa por uma avaliação de risco, que auxilia na definição das medidas de proteção mais adequadas para cada caso.
No próprio espaço, é possível receber atendimento psicossocial, orientação jurídica, registrar boletim de ocorrência, solicitar encaminhamento para serviços de saúde e assistência social e, quando necessário, pedir medidas protetivas. Em alguns casos, essas solicitações podem ser analisadas pelo Poder Judiciário durante o atendimento.
A unidade também dispõe de um espaço destinado às crianças, permitindo que mães recebam atendimento com mais tranquilidade e privacidade.
Atendimento itinerante amplia acesso à rede de proteção
Diferentemente do modelo tradicional, em que a vítima precisa procurar diferentes órgãos para obter atendimento, o Circuito Integrado concentra os principais serviços em um único local. A iniciativa busca reduzir a chamada "rota crítica", tornando o atendimento mais ágil e humanizado.
A unidade permanece cerca de uma semana em cada município atendido, escolhido com base nos índices de violência contra a mulher e na ausência de serviços especializados. Após a passagem do equipamento, o acompanhamento dos casos continua sendo realizado pelos órgãos responsáveis da rede de proteção.
O cronograma de atendimento, com datas, horários, endereços e as próximas cidades contempladas, pode ser consultado nos canais oficiais da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo.
A unidade móvel complementa a atuação das Delegacias de Defesa da Mulher, dos Centros de Referência e dos demais serviços públicos de atendimento, sem substituí-los.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Denúncias e informações sobre violência contra a mulher também podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180.
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