Saúde • 13:28h • 15 de outubro de 2026
Câncer de mama em homens pode passar despercebido; conheça os sinais de alerta
Doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados; nódulos próximos ao mamilo, secreções e alterações na região do peito exigem investigação médica
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sherlock Assessoria | Foto: Divulgação
Embora seja mais frequente entre mulheres, o câncer de mama também pode atingir homens, especialmente com o avanço da idade. O alerta é da oncologista Kathryn Ruddy, do Centro Oncológico Integral da Mayo Clinic, que destaca a importância de reconhecer alterações na região das mamas e procurar atendimento médico. Durante o Outubro Rosa, a especialista chama a atenção para um problema recorrente: entre os homens, a doença costuma ser diagnosticada em estágios mais avançados, o que pode comprometer as possibilidades de tratamento.
O sinal mais comum é o aparecimento de um nódulo, geralmente firme, com bordas irregulares e localizado próximo ao mamilo. Outros sintomas incluem secreção mamilar, dor ou desconforto na região do peito. Como os homens possuem menos tecido mamário, essas alterações podem ser percebidas pelo próprio paciente.
Diferentemente do que ocorre com as mulheres, a mamografia de rastreamento não costuma ser recomendada rotineiramente para a população masculina. Por isso, muitos casos são identificados somente quando o homem percebe alguma mudança no corpo.
Idade, histórico familiar e genética influenciam o risco
Além do envelhecimento, o histórico familiar de câncer de mama, especialmente entre parentes homens, é um dos fatores associados ao desenvolvimento da doença. Alterações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2 também aumentam a predisposição.
Outras condições relacionadas ao risco incluem a síndrome de Klinefelter, alterações hormonais provocadas por determinadas doenças testiculares ou hepáticas e histórico de radioterapia na região do tórax.
Segundo Kathryn Ruddy, enquanto o câncer de mama feminino é frequentemente identificado nos estágios iniciais, uma proporção maior dos casos masculinos é descoberta nos estágios 2, 3 e 4, quando o tumor pode estar maior ou já ter atingido linfonodos e outras estruturas.
A especialista ressalta, entretanto, que o prognóstico não é necessariamente pior para os homens quando a doença é diagnosticada no mesmo estágio observado nas mulheres.
Diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento
A investigação de sintomas suspeitos pode envolver mamografia, ultrassonografia e, em determinadas situações, ressonância magnética. Quando os exames identificam alterações preocupantes, a biópsia permite analisar o tecido e confirmar ou descartar a presença de câncer.
Nos estágios iniciais, o tratamento frequentemente inclui cirurgia, como a mastectomia, que remove o tecido mamário, ou a retirada apenas da área afetada. Dependendo das características do tumor, também podem ser indicadas quimioterapia, radioterapia e tratamentos hormonais.
Nos casos em que a doença já se espalhou para outras partes do organismo, o tratamento costuma priorizar medicamentos que atuam de forma sistêmica, buscando controlar o câncer.
A Mayo Clinic também destaca a importância de ampliar a participação masculina em pesquisas clínicas, já que parte das recomendações terapêuticas utilizadas atualmente se baseia em estudos realizados predominantemente com mulheres.
Para a oncologista, qualquer alteração persistente nas mamas, nos mamilos, nas axilas ou na região do pescoço deve ser avaliada por um profissional de saúde. O reconhecimento dos sintomas e a investigação adequada podem favorecer o diagnóstico em fases menos avançadas.
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