Saúde • 12:42h • 20 de fevereiro de 2026
Câncer de pele: exposição ao sol é principal fator de risco, alerta Ministério da Saúde
Doença é a mais comum no país e pode ter relação com mudanças climáticas e trabalho ao ar livre
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Fiocruz | Foto: Arquivo Âncora1
O câncer de pele é causado principalmente pela exposição excessiva à radiação solar e ocorre quando as células da pele se multiplicam de forma desordenada, formando tumores. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é dividida em dois tipos: melanoma e não melanoma. Este último é o mais frequente no Brasil e apresenta altas chances de cura quando identificado precocemente.
O melanoma, embora menos comum, é mais agressivo e pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive nas mucosas. Em pessoas negras, costuma aparecer com maior frequência em áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. O diagnóstico precoce e tratamentos modernos, como a imunoterapia, aumentam significativamente a sobrevida dos pacientes.
Dados da publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), indicam que a radiação ultravioleta é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O risco é maior em pessoas de pele clara, especialmente quando há exposição intensa ou prolongada ao sol.
O Inca também aponta que cerca de 23,5% dos trabalhadores brasileiros ficam expostos constantemente à radiação solar, sobretudo em setores como agricultura, construção civil, saneamento e gestão de resíduos. A exposição é mais comum entre homens, pessoas de menor renda e trabalhadores informais, especialmente em áreas rurais.
Especialistas alertam que as mudanças climáticas podem agravar esse cenário. A redução da camada de ozônio aumenta a incidência de radiação ultravioleta na superfície terrestre, elevando o risco de câncer de pele. Além disso, temperaturas mais altas estimulam atividades ao ar livre e o uso de roupas mais leves, ampliando a exposição da pele ao sol.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão evitar o sol entre 10h e 16h, usar chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV, além da aplicação regular de protetor solar com fator mínimo 30, reaplicado a cada duas horas. A hidratação também é essencial, principalmente para crianças e idosos, que são mais vulneráveis aos efeitos do calor.
Em períodos de maior exposição, como o verão e o Carnaval, especialistas recomendam redobrar os cuidados, priorizando locais com sombra, ingerindo líquidos com frequência e evitando o consumo excessivo de álcool, que aumenta o risco de desidratação.
Apesar de o câncer de pele poder atingir qualquer pessoa, políticas públicas de prevenção devem priorizar grupos mais expostos, como trabalhadores ao ar livre e pessoas de pele clara, incluindo ações educativas, fornecimento de equipamentos de proteção e rastreamento precoce na atenção básica de saúde.
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