Ciência e Tecnologia • 09:40h • 03 de maio de 2026
Coleta de DNA em presídios avança e reforça investigações criminais no Brasil
Operação integrada no Sul do país amplia banco nacional com milhares de novos perfis genéticos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SESP PR | Foto: Paulo Henrique
O Paraná realiza nesta semana uma operação integrada de coleta de material genético em unidades penais, com impacto direto no fortalecimento das investigações criminais. A ação, iniciada na segunda-feira (27) e prevista até a última quinta-feira (30), deve coletar cerca de 2.400 amostras que serão inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).
A iniciativa envolve as nove regionais do estado e faz parte de um movimento conjunto entre os estados do Sul e Mato Grosso do Sul, dentro do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). O objetivo é ampliar a base de dados genéticos e melhorar a capacidade de identificação de suspeitos e resolução de crimes.
A operação reúne diferentes forças de segurança, como Polícia Penal, Polícia Científica e Polícia Civil, garantindo precisão na coleta e confiabilidade das informações inseridas no sistema.
Banco de DNA se torna ferramenta central nas investigações
O Banco Nacional de Perfis Genéticos reúne dados de pessoas condenadas, vestígios coletados em cenas de crime e informações ligadas a pessoas desaparecidas. A cada novo cadastro, o sistema realiza cruzamentos automáticos com os registros existentes, o que pode revelar conexões entre casos e ajudar na identificação de autores.

Hoje, a maior parte dos registros do banco está ligada à área criminal. Dados recentes indicam que cerca de 74% dos perfis são de identificação criminal, enquanto vestígios e casos de desaparecidos completam o restante da base.
No Paraná, o avanço é significativo. O estado já soma mais de 12 mil perfis cadastrados e se destaca nacionalmente pela ampliação contínua desse banco de dados, ocupando posição de destaque no ranking de inserções.
Tecnologia ajuda a resolver casos antigos
A utilização de perfis genéticos tem se mostrado decisiva, especialmente em investigações complexas ou de longa duração. O cruzamento de dados permite reabrir casos antigos e identificar suspeitos mesmo anos após o crime.
Um exemplo emblemático foi a resolução do caso Rachel Genofre, em Curitiba. O crime ocorreu em 2008, mas a identificação do autor só foi possível em 2019, após a inclusão de um perfil genético no banco nacional. O material coletado permitiu o cruzamento com vestígios preservados desde a época do crime.
A ampliação do banco de DNA, aliada ao uso de tecnologia e integração entre estados, reforça uma mudança no padrão das investigações no país, com mais precisão, velocidade e capacidade de conexão entre diferentes ocorrências.
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